Dados de passageiros em aéreas serão compartilhados por sistema de segurança; Por Pierre Pichoff

11/01/2015 15h42m. Atualizado em 12/01/2015 19h57m

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A estratégia definida pelos ministros de segurança dos onze países europeus e o do ministro da Justiça americano será o estabelecimento de um sistema universal com os dados dos viajantes fornecidos pelas companhias aéreas. Presentes à Marcha Republicana em Paris, eles esperam dar respostas rápidas para recrudescer a luta contra o terrorismo.
“Concordamos em impor controle mais rígido sobre alguns passageiros”, disse o ministro da segurança da França, Bernard Cazeneuve, minutos antes do início da Marcha. “Ainda não temos informações exatas sobre qual organização terrorista é responsável pelos ataques”, disse o ministro da Justiça dos Estados Unidos, Eruc Holder.
Mais de cinquenta lideres de Estado estão presente em Paris neste domingo (11). O encontro também é marcada pela diversidade, já que muitos governos presentes tratam a liberdade de expressão em segundo plano, como: o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu; o chefe da diplomacia russo, Serguei Lavror; o presidente da republica do Gabão, Ali Bongo;
Um aparato de segurança excepcional funciona em Paris: são 2200 policiais e militares que asseguraram a segurança da marcha. Os chefes de estados chegaram de ônibus para participar deste evento histórico.
Muitos ficaram de braços dados. Foi uma imagem absolutamente inédita. Os líderes se mantiveram silenciosos durante a marcha. O presidente François Hollande estava rodeado do presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e de vários altos dirigentes europeus como Angela Merkel, David Cameron, Mariano Rajoy entre outros.
Hollande foi ao encontro dos parentes das 17 vitimas dos atentados e abraçou-os um a um.
Depois de duzentos metros de marcha, os líderes de Estado se dissiparam por recomendação da segurança.
Mas a Marcha não aconteceu apenas em Paris. Em Rennes e Saint Etienne, são 60 mil. Em Lyon, o caminho da marcha está bloqueada pelos 200 mil participantes. Em Bordeaux 100 mil pessoas participam de uma manifestação e 60 mil pessoas se juntaram em Marselha. Neste sábado, 700 mil já haviam saírdo às ruas.
No fim da Marcha, o presidente François Hollande voltou ao Palácio do Elysée, com Angela Merkel, Cameron, Renzi e Netanyahu.
EXTREMA DIREITA
Na Marcha, A extrema direita francesa foi colocado de lado. O partido da Frente Nacional, que foi proibido de participar do desfile, manifestou-se contrariamente à Marcha em protesto paralelo numa cidade do sul da França.
Ontem, o líder historico desse partido, Jean Marie Le pen, demonstrou total desprezo ao movimento #JesuisCharlie.
Marine Le pen, a atual líder do partido da extrema direita e filha do Jean Marie Le pen foi aclamada por cerca de mil pessoas que estavam reunidos na cidade de Beaucaire.

Pierre Pichoff

Formado como piloto comercial de avião, Pierre Pichoff mora em Caen, na Normandia, França. Ele é o diretor de uma empresa de turismo, a "Descobrindo a Normandia", que oferece passeios personalizados sobre a história da Segunda Guerra Mundial na Normandia, além de Paris e outros roteiros na França.

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