Superantibiótico pode vencer bactérias resistentes

10/01/2015 20h02m. Atualizado em 10/01/2015 20h02m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

De acordo com estudo publicado na renomada “Nature”, uma equipe de cientistas da Universidade Northeastern, liderada por Kim Lewis, descobriu um superantibiótico, chamado Teixobactin, com eficácia muito superior a todos os antiobióticos conhecidos. Teixobactin parece resistente a… resistência das bactérias.
A barreira aos antibióticos é uma preocupação constante na medicina atual. As bactérias aprenderam a se defender dos remédios e viraram uma nova ameaça no combate às infecções, principalmente em indivíduos com imunológico debilitado.
O Teixobactin marca o nascimento de uma nova classe de medicamento, segundo a “Nature”. Mesmo as bactérias mais sensíveis não conseguem desenvolver defesa ao remédio.
Além desta descoberta, o universo médico está animado com uma nova notícia: a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores que chegaram ao Teixobactin pode servir como fórmula para produção de muitas outras classes de antibióticos capazes de evitar o desenvolvimento de resistência.
A tecnologia chama-se IChip, que transformou a maneira como os micróbios era tratados pelos cientistas. Atualmente, as bactérias são tratadas em ambientes de laboratório e este pode ser o motivo de elas conseguirem adquirir resistência aos remédios.
“O método tem o potencial para ser verdadeiramente transformador, disse Gautam Dantas da Universidade de Washington em St Louis.
Além disso, o teixobactin é bastante eficiente na cura do antraz, da tuberculose e da diarréia grave.
A equipe está fazendo mais testes com o teixobactin a fim de obter a aprovação para o remédio. Eles também estão tentando ajustar o composto e torná-lo mais solúvel, o que lhes permitiria dar às pessoas as doses mais elevadas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.