Terrorismo em Paris é destaque dos jornais deste sábado (10). Hollande ainda vê ameaças e Europa terá ações antiterror

10/01/2015 08h12m. Atualizado em 11/01/2015 08h45m

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O tenso dia na França, que relatamos aqui no blog em vários posts de Pierre Pichoff, é a manchete dos jornais deste sábado (10). “3 terroristas e 4 reféns são mortos na França; Hollande ainda vê ameaças”, publica o Estado de S.Paulo, com um texto abaixo na manchete dizendo que “Medo se espalha pela França”. Neste último, o Estado informa que boatos aumentaram o pânico e moradores foram orientados a não sair de casa. Lojas fecharam as portas e um trem em Lyon foi esvaziado.
“Atiradores são mortos, e Europa terá ações antiterror”, diz a Folha de S.Paulo narrando também os fatos da sexta. “França mata terroristas e admite falha na segurança”, diz o Globo que, em título menor na primeira, narra também o relato do clima na cidade: “Paris vive dia de medo, caos e paralisia”.
A Al-Qaeda da Península Arábica assumiu a autoria do atentado que matou 12 pessoas no seminário Charlie Hebdo. O jornal prepara uma edição de um milhão de exemplares e diz que não se deixará censurar. Ele perdeu seus principais chargistas. Paris prepara uma grande manifestação no domingo.
No Brasil foi anunciada a inflação do ano. Ela fechou em 6,41%, abaixo do teto da meta, mas o próprio ministro Joaquim Levy anunciou que ela deverá subir pelos ajustes que terão que ser feitos em preços.
Em São Paulo, houve confronto de manifestantes que reuniram 7 mil pessoas (segundo o Globo) ou 5 mil (segundo o Estadão) contra o aumento da tarifa de ônibus.
O ato terminou em depredação. No Rio também houve manifestação, mas menor — de 500 pessoas na presidente Vargas. Todavia, o protesto também chegou a causar confusão no trânsito do centro do Rio.
O Globo informa que a Controladoria Geral da União negociou um acordo para limitar as multas de empresas suspeitas, mas os procuradores da Operação Lava jato recusaram. O Estado diz que a Petrobras fez pressão por pactos de leniência. Acenou a 23 empreiteiras com a suspensão das medidas que impedem que elas sejam contratadas se elas admitissem os atos de corrupção. Um e-mail foi enviado a todas elas no dia 29 de dezembro. O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, suspendeu decisão que ordenara a quebra do sigilo telefônico de um jornal de São Paulo para revelar a fonte da reportagem.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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