Terroristas estão cercados próximo ao aeroporto Charles de Gaulle: “queremos morrer como mártires”

09/01/2015 10h10m. Atualizado em 09/01/2015 14h40m

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Por Pierre Pichoff

Dezenas de policiais armados, helicópteros militares e a equipe da Swat realizam uma enorme operação policial numa propriedade industrial a norte-leste de Paris, na cidade de Darmantin-en Goële, onde os irmãos Kouachi estão cercados.

Eles são os principais suspeitos de matar doze pessoas na revista Charlie Hebdo, na quarta-feira (7). Os irmãos mantém pelo menos um refém, de acordo com o ministro do Interior francês, Bernardo Cazeneuve.

A polícia negociou com os suspeitos que a cidade ficaria cercada. Um parlamentar francês disse à imprensa que, nas negociações, os suspeitos disseram à polícia, ao telefone, que queriam morrer como mártires. O cerco ocorre próximo ao aeroporto internacional Charles de Gaulle, que mantém suspensos os vôos que utilizam as pistas do lado sul.

O porta-voz do Ministério do Interior confirmou à rádio France Info que houve uma troca de tiros com policiais que bloqueavam a auto-estrada N2 em Paris onde os irmãos foram identificados. Ninguém ficou ferido no confronto. Em seguida, os irmãos fugiram para essa zona industrial da cidade, mantendo ao menos um refém.

O Ministério Público de Paris negou relatos divulgados pela imprensa local que uma pessoa teria sido morta no confronto entre a polícia e os irmãos.

Pierre Pichoff

Formado como piloto comercial de avião, Pierre Pichoff mora em Caen, na Normandia, França. Ele é o diretor de uma empresa de turismo, a "Descobrindo a Normandia", que oferece passeios personalizados sobre a história da Segunda Guerra Mundial na Normandia, além de Paris e outros roteiros na França.

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