As eleições críticas em 2015 no mundo; Por Sérgio Abranches

04/01/2015 09h13m. Atualizado em 06/01/2015 10h12m

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Este ano haverá eleições muito importantes em várias partes do mundo, com poder de afetar a geopolítica regional e global. Elas começam na Grécia, passam pela Nigéria, chegam a Israel, vão para o México e mobilizam o Reino Unido. Isso tudo no primeiro semestre. No segundo semestre, chegará a vez da Polônia, Argentina, Venezuela, Rússia e Espanha. Nem toda eleição é importante. Algumas, porém, são críticas porque ocorrem em momentos particularmente difíceis para o país, ou podem ter efeitos estabilizadores ou transformadores sobre o sistema político, ou aumentar dramaticamente a polarização ideológica. Outras eleições afetam de forma relevante a geopolítica regional ou global. Outras, ainda, ao manterem os detentores do poder podem frustrar aspirações de mudança em regimes opressivos ou esgotados.

Uma nova crise do Euro?
No primeiro semestre, serão várias as eleições que terão muita importância para a economia política mundial. A mais próxima será a eleição de um novo parlamento na Grécia, no dia 25. Ela já transcendeu suas fronteiras, abalando os mercados financeiros, principalmente na Europa. O primeiro-ministro Antonis Samaras dissolveu o parlamento e convocou eleições gerais praticamente imediatas, após ver rejeitado pela terceira vez o nome que apontou para presidente. “Está na hora de os eleitores fazerem o que o Parlamento não foi capaz”, disse ele com otimismo considerado exagerado.

Samaras lidera uma frágil coalizão governamental, ancorada no partido de centro-direita Nova Democracia, cuja popularidade ficou muito abalada pela recessão econômica, desemprego absurdamente alto e cortes orçamentários profundos que afetaram a rede de proteção social. Embora a situação tenha começado a melhorar em 2014, está longe de ser animadora. Esse quadro aumentou significativamente o apoio à coalizão de esquerda, SYRIZA (Coalizão da Esquerda Radical), liderada por Alexis Tsipras. A Syriza já havia aumentado sua participação no parlamento nas últimas eleições. Agora está ligeiramente à frente nas pesquisas. Tsipras centra sua campanha na proposta de renegociar os termos das duas operações de resgate com a chamada troika – a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional – uma dívida de EU$240 bilhões. Ele acredita que pode conseguir termos melhores.

As reações externas são as piores possíveis. Geoffrey Smith da revista Fortune diz que a eleição dará à Grécia a chance de apertar o botão nuclear da dívida. A revista The Economist, diz que essas eleições antecipadas podem iniciar a próxima “eurocrise”. “A crise do Euro está entrando em uma nova, e extremamente perigosa, fase e, mais uma vez, a Grécia está no centro”, diz a revista. E não poupa a Syriza que, segundo ela, na melhor das hipóteses suas políticas representariam incerteza e contradição e na pior o mais descuidado populismo. A revista considera que a vitória da Syriza é o resultado mais provável. O Financial Times tem sido mais comedido e preferiu apostar na queda do favoritismo da Syriza, de 4 para 2 pontos à frente dos governistas. Por outro lado, diz o FT, Tsipras começou dizendo que rasgaria os contratos de dívida e, agora, tenta acalmar os mercados, dizendo que nada fará que possa criar uma crise do Euro ou piorar as condições econômicas de seu país. A maioria dos analistas não sai muito convencida das reuniões com representantes da coalizão.

O Financial Times também aposta que o ex-primeiro ministro George Papandreou, que se retirou da política em 2011, retorne a bordo de um novo partido, o Movimento pela Mudança, e possa tirar em torno de 5% das cadeiras da Syriza. Seria o suficiente para impedir que possa liderar a formação de uma nova coalizão governamental, com Tsipras como primeiro-ministro. Mas essa aposta, embora possa afastar a ameaça pela esquerda, piora o risco de instabilidade e de um governo de curta duração. Do ponto de vista político, a maior ameaça não estaria em uma vitória apertada da Syriza. Tsipras seria obrigado a negociar uma coalizão parlamentar com setore mais ao centro e, portanto, moderar suas posições. O perigo maior viria da excessiva fragmentação parlamentar, que pode levar a coalizões frágeis, heterogêneas e de curta duração. De qualquer forma, o mês de janeiro será dominado pela eleição grega e pelo fantasma de uma nova crise do Euro.

África partida
Em fevereiro será o futuro geopolítico da África que será afetado por eleição presidencial crítica na Nigéria, sua maior economia e mais populoso país. O jornal nigeriano governista The Nation diz que esta é uma das mais críticas eleições da história do país. Os dois principais partidos propõem aos nigerianos uma escolha muito clara, entre a continuidade e a mudança, diz o jornal. O Partido Democrático do Povo (PDP), do presidente Goodluck Jonathan, busca a reeleição em meio a uma economia enfraquecida e enfrentando persistente movimento de insurgência de grupos muçulmanos no norte, que tem reduzido o apoio popular ao presidente. Ele também tem sido fortemente criticado por se mostrar fraco diante da ameaça do grupo extremista Boko Haram.

Seu principal oponente será Muhammadu Buhari, ex-ditador e ex-presidente, que centra sua campanha na segurança e no combate à corrupção. Mas o epicentro da disputa não é o estado da economia, nem a corrupção. A divisão crítica é étnica e regional. Jonathan é um cristão do sul e Buhari um muçulmano do norte. Jonathan, ao buscar a reeleição está quebrando uma regra interna de seu país, de alternar nas eleições cristãos sulinos e muçulmanos nortistas. Em resposta, os partidos de oposição reunidos na coalizão Congresso de todos os Progressistas e facções insatisfeitas do PDP governista indicaram Buhari. Ele não é desconhecido na Nigéria. Tem um passado golpista. Chefiou o governo saído do golpe militar de 1985. Se for eleito será presidente pela quarta vez.

A disputa será fundamentalmente marcada pela divisão norte-sul. Muitos analistas consideram a vitória de Jonathan a única possibilidade de fortalecimento da ainda nova e frágil democracia nigeriana. O temor é que Buhari represente o retorno dos militares e da violência tirânica ao governo. Não é um quadro fácil e ele pode contagiar a situação em outros países africanos também enfrentando divisões similares.

A manobra de Netanyahu
Em março, a eleição parlamentar em Israel será crítica para a situação geopolítica a conflagrada região mais de todas e para a geopolítica global. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu resolveu buscar um terceiro mandato, antecipando as eleições, na tentativa de se fortalecer politicamente. Embora as pesquisas mostrem um forte desgaste do seu apoio popular, ele aposta na falta de alternativas para ganhar. Netanyahu se mostra disposto a renovar suas alianças. Demitiu sua ministra da Justiça, Tzipi Lini, uma das fundadoras do centrista Kadima, que já demonstrou ter força eleitoral; e seu ministro das Finanças, Yair Lapid, que preside o Yesh Atid, partido que fundou para representar as classes médias laicas, que considera como o centro da política israelense. Ambos aderiram à coalizão de Netanyahu com muito ceticismo. Livni vai, agora, disputar as eleições aliada a Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, de centro esquerda, formando uma coalizão que, segundo as pesquisas, pode ameaçar a liderança do Likud de Netanyahu.

O maior problema para Livni é o estigma de oportunista, por trocar de posições com muita frequência de acordo com a conveniência política. O politólogo Shlomo Avineri, não acredita, porém, que os eleitores levem em consideração essas mudanças de partidos. Segungo ele a troca de partidos se tornou um dos pilares da política em Israel. Ele diz que Ariel Sharon ajudou a criar o Likud em 1973, deixou o partido logo depois, retornou a ele em 1977 e saiu novamente em 2005. O ex-presidente Shimon Peres pertenceu a três diferentes partidos. A troca de lealdades, diz Avineri, se tornou ainda mais frequente nos últimos anos. A última década segundo ele foi caracterizada pela saída de políticos mais centristras do Likud para outros partidos mais claramente no centro do espectro político. “As pessoas de centro não têm muita lealdade partidária”, diz ele, “podem ir para qualquer um dos dois lados”.

O primeiro-ministro, por sua vez, conta a seu favor com o fato de que as pesquisas mostram que o conjunto de partidos da direita deve conquistar mais cadeiras que a soma dos partidos da esquerda. Entretanto, resta a dúvida de se o Likud manterá a primazia nesse grupamento conservador, no qual estarão também o nacionalista Yisrael Beiteinu, do seu ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman; o Bayit Yehudi, mais à direita, do atual ministro da Economia, Naftali Bennett; e o Kulanu, de centro-direita, recém-formado pelo ministro Moshe Kahlon, das Comunicações. Netanyahu enfrentou dificuldades no próprio Likud, cuja liderança quase perdeu em disputa muito apertada com seu ministro do Interior, Gideon Sa’ar, no último dia 31.

Talvez a ousada manobra de Netanyahu não lhe dê mais força política e, ao contrário, o force a negociar uma coalizão ainda mais frágil, com parceiros mais fortes, que podem representar maior contrapeso à sua liderança. À frente novamente de um governo fraco, ainda que com alguns pontos a mais de popularidade, Netanyahu não terá incentivos a negociar uma solução pacífico para o até agora intratável conflito com a Palestina. Ao contrário, pode se ver tentado a ser mais duro e agressivo no front externo, para tentar conquistar apoio interno, diante do inimigo externo.

Desconforto mexicano
As eleições parlamentares no México, em julho próximo, trarão uma mudança fundamental. Pela primeira vez será permitida a reeleição de parlamentares. Os deputados passarão a exercer quatro mandatos de três anos e os senadores, dois mandatos de seis anos. O presidente enrique Peña Nieto imaginava que essas eleições intermediárias, críticas para suas condições de governabilidade, funcionassem como uma espécie de referendo sobre suas reformas liberais na economia, na energia e nas telecomunicações. A abertura da indústria de petróleo ao investimento estrangeiro não trouxe os resultados esperados, por causa da queda dos preços. Além disso, a violência do tráfico de drogas e o descontentamento com a maneira pela qual o presidente enfrentou o sequestro e morte 43 estudantes em setembro, no estado de Guerrero erodiram sua popularidade e abalaram o país politicamente. Não foram apenas o PRI e Peña Neto os afetados pelo trágico evento. O PAN, de Alejandro Fox e Felipe Calderón, seu principal adversário, também é visto como co-responsável pela criminalidade e violência. Por isso não conseguiu aproveitar o declínio do apoio popular de seu principal rival.

O PRD, que poderia se aproveitar da baixa popularidade dos dois principais partidos mexicanos, também foi afetado pelo episódio de Guerrero e está imerso em intensa disputa interna também por outras razões. O ex-prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, favorito como candidato presidencial, se desentendeu com seu sucessor na prefeitura, Miguel Ángel Mancera, por causa das obras do metrô da cidade. Enfraquecido, Ebrard foi derrotado na sua tentativa de presidir o partido. Em novembro passado, desgostoso com os rumos do PRD, seu fundador Cuauhtemoc Cárdenas deixou o partido de forma irrevogável. Cárdenas encontrou-se com o presidente do partido Carlos Navarrete para pedir que adotasse imediatas atitudes que restaurassem a credibilidade popular do PRD. Após o encontro, divulgou a carta-renúncia, dizendo que tinha profundas diferenças de visão com a liderança partidária sobre como enfrentar os problemas internos do partido. Ele já havia pedido a renúncia de Navarrete por causa de seu papel na crise interna causada pelo desaparecimento dos estudantes no estado de Guerrero. O ex-prefeito de Iguala, a cidade onde se deu o sequestro, Jose Luiz Abarca, que foi acusado de ter entregado os estudantes ao cartel Guerreros Unidos, pertencia ao PRD. Para Cárdenas, o PRD não constitui, hoje, uma opção política real de caráter e alcance nacionais.

O episódio de Guerrero, ao que tudo indica, será um divisor de águas nestas eleições, refletindo o profundo desconforto da população com a violência. Um cenário muito complicado e com perspectivas sombrias. Mas é também neste tipo de cenário que novas lideranças reformistas podem surgir.

Reino Unido multipartidário?
Um dos ícones do bipartidarismo distrital, sonho de muito democrata conservador no Brasil, o Reino Unido pode se mover para o multipartidarismo e ser governado por uma coalizão pluripartidária após as eleições do próximo dia 7 de março. Segundo os analistas, o quadro político está tão fragmentado que o único resultado previsível é que o próximo governo será de coalizão e não de um partido apenas. Até recentemente, a coalizão governante entre os partidos Conservador e Liberal-Democrata era considerada uma exceção à regra de governos de partido único. Hoje, muitos imaginam que governo de coalizão passou a ser a nova regra. As pesquisas indicam um voto ainda mais fragmentado do que nas eleições anteriores. Mas pesquisa é pesquisa e eleição é eleição. Ainda está cedo demais para prever muito mais do que um resultado muito apertado. No sistema majoritário distrital, nem sempre a vontade popular expressa em pesquisas nacionais se reflete no resultado eleitoral.

As divisões no Reino Unido se aprofundaram e o referendo escocês abriu um momento constituinte, em curso, que afetará as eleições de várias maneiras. De um lado, as plataformas partidárias terão que lidar com o desejo de uma grande parcela das populações da Escócia, da Irlanda e de Gales por maior autonomia. De outro, a popularidade alcançada pelo Partido Nacional Escocês (SNP) na campanha pelo referendo pode lhe valer perto de 20 cadeiras no novo parlamento, provavelmente tomadas do Partido Trabalhista, o qual tradicionalmente tem a maioria dos votos escoceses. Já os Conservadores podem perder cadeiras para o UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, liderado por Nigel Farage, que tem crescido nas pesquisas. Na eleição anterior, o UKIP gastou mais na campanha do que o Partido Trabalhista. Farage tem relações fortes no setor financeiro e as finanças bem administradas do partido constituem uma de suas vantagens.

Ed Milliband está enfrentando problemas internos, embora ainda mantenha alguns pontos à frente dos Conservadores nas pesquisas. Em forte declaração recente, Ed Balls, o chanceler do Shadow Cabinet, defendeu que o partido deve posicionar-se claramente ao centro. Ele disse que é “muito Novo Trabalhismo e Ed [Milliband] não se descreveria dessa forma, de modo que já uma óbvia diferença aqui”. A declaração se deu pouco depois do ex-primeiro ministro Tony Blair dizer que o partido ganha, quando ocupa o centro e ter mostrado ceticismo em relação à vitória com Ed Milliband na liderança porque ele estaria muito à esquerda. Blair. Posteriormente, Bair tuitou o seguinte: “Meus comentários foram mal interpretados, apoio Ed e meu partido integralmente e espero uma vitória trabalhista na eleição”.

Os Liberal-Democratas levaram uma surra nas recentes eleições europeias e vão mal nas pesquisas. Ninguém aposta muito nas chances do partido sob a liderança desgastada de Nick Clegg. Os Verdes, ao mesmo tempo, mostram-se mais fortes, depois da campanha europeia.

É claro que existe alta probabilidade de todas essas tendências se confirmarem ao mesmo tempo. Uma redução de cadeiras dos Conservadores; o Partido Trabalhista não conseguir a maioria; os Liberal-Democratas perderem espaço; o UKIP, o SNP e os Verdes aumentarem sua representação parlamentar. Por isso os analistas falam na possibilidade de uma coalizão Conservadores-UKIP e até, tripartite, com a permanência dos Liberal-Democratas; uma coalizão Trabalhistas-SNP, e até mais plural, com a adesão dos Liberal-Democratas e dos Verdes.

O tema do semi-federalismo e da devolução de poderes ao parlamento escocês, com o qual os três grandes partidos se comprometeram ao final do referendo escocês, será um dos pontos obrigatórios do debate eleitoral. Outro tema central da campanha será a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia. O Trabalhistas, sob a liderança de Ed Milliband defendem a permanência e, inclusive, um papel de maior projeção do Reino Unido na UE. O primeiro-ministro David Cameron, se comprometeu a convocar um referendo em 2017, para decidir a questão. O UKIP é defende fortemente a saída da UE. Ficará claro, na campanha, para os eleitores, que se os Conservadores continuarem como o principal partido e se aliarem ao UKIP, numa nova coalizão, a saída da União Europeia será praticamente inevitável. Cameron tem a seu favor a popularidade em recuperação com a economia saindo mais vigorosamente da crise. Também estarão em debate questões como a continuidade da recuperação econômica e a reforma do Sistema Nacional de Saúde.

O certo é que qualquer que seja o resultado ele terá implicações significativas para o Reino Unido e para a Europa. Uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia provocaria uma grave crise regional, com repercussões globais.

E no final do ano, mais eleições críticas
Mais para o final do ano, haverá outras eleições críticas. Em outubro, na Polônia, os partidos conservadores dominarão a disputa sobre o tema crítico da entrada do país no Euro. O Platforma Obywatelska partido do poder, hoje liderado pela primeira-ministra Ewa Kopacz, favorável à entrada, enfrentará o também direitista Prawo i Sprawiedliwosc do ex-primeiro ministro Jaroslaw Kaczynski, que é contra.

Na Argentina, neste mesmo mês de outubro, eleições presidenciais definirão quem substituirá Cristina Kirchner, que completou seu segundo mandato. No final do ano eleições parlamentares completarão a definição da nova correlação de forças políticas no país. Como sempre, a questão será quem conseguirá a liderança no Partido Justicialista. O provável candidato do partido será Daniel Scioli, governador do estado de Buenos Aires. Um oponente sério pode ser o ex-presidente do Boca Juniors e prefeito da capital portenha Mauricio Macri, do PRO (Propuesta Republicana). Além disso, são nomes a acompanhar, o provável candidato pela Frente Renovadora, Sergio Massa; a deputada Elisa Carrió, influente e popular candidata pelo UNEN; Julio Cobos, que pode ser o candidato pela decaída Unión Cívica Radical e Ernesto Sanz, presidente do partido e que também postula a candidatura presidencial.

Em dezembro, três eleições merecerão atenção. Na Rússia, Putin testará sua aparentemente inabalável popularidade nas eleições parlamentares, que podem se tornar um verdadeiro plebiscito sobre seu governo. Na Venezuela Maduro se submeterá às urnas tendo que provar que a mística construída em torno de Chávez e do Bolivarianismo é mais forte que os efeitos do colapso econômico nascido de erros de política econômica e agora agravado pela queda do preço do petróleo. Há muita preocupação, também, quanto à lisura da eleição. Na Espanha, o establishment político, profundamente abalado pela crise econômica e pela elevadíssima taxa de desemprego, principalmente entre os jovens, enfrentará, pela primeira vez, o fenômeno que é o Podemos, movimento social, surgido dos protestos articulados em rede iniciado pelo movimento Indignados, e que se transformou em partido. Sua popularidade tem crescido vertiginosamente. mas será seu primeiro teste na política convencional.

Sérgio Abranches

Sérgio Abranches é cientista político, comentarista da CBN e colaborador do blog.

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