Petrobras cria empresa de fachada para construir gasodutos, informa O Globo. Nos jornais deste domingo (4)

04/01/2015 08h46m. Atualizado em 05/01/2015 09h19m

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A Petrobras criou uma empresa no papel para construir e operar a rede de gasodutos Gasene. A empresa tem sede em um escritório de contabilidade e o presidente admite ser um preposto. Só em um trecho entre Espírito Santo e Bahia a rede de gasodutos custou R$ 3,78 bilhões e em algumas obras houve superfaturamento de 1.800%. Esta história foi apurada com exclusividade pelo o Globo e quem constatou tudo foi uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
A obra foi inaugurada pelo ex-presidente Lula e pela atual presidente Dilma, oito dias antes dela sair para a campanha em 2010. “Petrobras criou empresa de fachada para fazer gasoduto”, diz o Globo na manchete deste domingo (4). O TCU se baseou em documentos da ANP.
Na manchete do Estado de S.Paulo está a ordem da presidente Dilma para que o ministro Nelson Barbosa voltasse atrás na declaração que havia feito na sexta (2) de que o governo prepara um projeto para mudar a regra de correção do salário mínimo. “Dilma impõe a Barbosa recuo sobre a regra do salário mínimo”. A presidente estava na base de Aratu na Bahia, descansando, mas de lá desautorizou o ministro recém empossado e ele soltou uma nota negando o que dissera de véspera.
O Estadão faz hoje 140 anos. Foi fundado por republicanos em plena monarquia em 1875 e, durante cinco anos da sua história, esteve sob intervenção da ditadura de Vergas.
O Estado traz também, neste domingo, uma interessante reportagem sobre como Belo Monte dividiu os índios do Xingu, provocando conflitos entre eles ao oferecer dinheiro. Em 2010, eram 19 aldeias. Hoje são 39. O racha aconteceu por divergências na forma como foi feita a distribuição de benefícios pela Norte Energia, segundo relata o jornal.
A Folha de S.Paulo traz na manchete uma entrevista com o ministro Nelson Barbosa em que ele diz que os gastos vão subir na mesma proporção da alta do PIB ou um pouco abaixo. Ele disse que o ritmo da alta das despesas nos últimos anos foi necessário, mas a longo prazo é insustentável. Barbosa defendeu as mudanças recentemente adotadas, como as do seguro desemprego, dizendo que o governo não está cortando benefícios, mas ajustando à nova realidade.
Outro tema dos jornais é que 41 suplentes de deputados assumirão em pleno recesso parlamentar. Eles não terão que trabalhar, mas receberão salário de R$ 33,7 mil. Como é o restinho da legislatura eles ficam só até fevereiro, quando assumem os novos eleitos. Os titulares atuais se afastaram para assumir cargos.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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