Maior causa de câncer é falta de sorte e não estilo de vida ou genética, diz estudo

02/01/2015 10h49m. Atualizado em 03/01/2015 09h31m

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Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que a maioria dos tipos de câncer não está ligado ao estilo de vida ou causas genéticas. Dois terços das pessoas desenvolveram câncer por “falta de sorte”, afirmou estudo publicado na renomada revista “Science”.
Segundo os pesquisadores, a maior causa de câncer é um erro aleatório na divisão celular, completamente fora do controle da medicina preventiva. As células precisam de se dividir para manter o indivíduo saudável e é nesta divisão, por motivo de “falta de sorte”, que a célula pode se desenvolver de forma cancerígena. Isso não tem ligação com falta de exercícios ou má alimentação, por exemplo.
É a primeira vez que os médicos são capazes de explicar porque alguns tipos de câncer são mais comuns que outros. Isso explica porque o cancer de cólon acontece com mais frequência do que o do intestino delgado: as células no cólon precisam se dividir no dobro da velocidade que as do intestino delgado, ou seja, aumentando a possibilidade do erro.
Dos 31 tipos de câncer estudados na pesquisa, apenas nove são ligados à genética ou hábitos. Os outros 22 são causados por acidente, cuja prevenção é impossível.
“Mudar o estilo de vida e hábito é uma grande ajuda na prevenção de certos tipos de câncer, mas pode não ser tão eficaz em outros”, disse o dr. Cristian Tomasetti, um dos pesquisadores. “Devemos nos concentrar no diagnóstico precoce porque câncer em estágio inicial tem mais chance de ser curável”, completou.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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