Violência com “Alá é grande” liga alerta contra terrorismo na França, por Pierre Pichoff

23/12/2014 15h09m. Atualizado em 24/12/2014 08h58m

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Em apenas 72 horas, três atos de violência assombraram a França nesta semana. O primeiro, no sábado (20), em Joué-lès-Tour, um jovem de 20 anos esfaqueou três policiais. Na noite de domingo (21), em Dijon, um carro avançou por dentro de um mercado e atropelou treze pessoas. Em cena idêntica, na noite de segunda-feira (22), em Nantes, outro carro atropelou um mercado natalino e atingiu onze pessoas, matando uma.
Um fato comum aos dois primeiros atos assombrou a população: ao cometer as agressões, os criminosos gritaram “Allahu Akbar”, que significa Alá é grande em árabe, o que fez aumentar as especulações sobre ato de terrorismo.
O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, em entrevista na manhã desta terça-feira (23), descartou “qualquer ligação” entre os três ataques, pediu calma à população e disse que o governo francês não minimiza as ameaças terroristas, mas que a melhor resposta passa por “manter o sangue frio e reforçar a vigilância”.
O governo francês, no entanto, aumentou o grau de alerta contra o terrorismo. Mais 300 militares devem reforçar o quadro de 780 policiais antiterrorismo, reforçando o patrulhamento nos pontos mais frequentados, como zonas comerciais, estações de metrô, de trem e aeroportos. O exército estará focado na vigilância de Paris.
O aumento no grau de alerta pode levar ao fechamento de alguns monumentos durantes as festas de fim de ano.

Pierre Pichoff

Formado como piloto comercial de avião, Pierre Pichoff mora em Caen, na Normandia, França. Ele é o diretor de uma empresa de turismo, a "Descobrindo a Normandia", que oferece passeios personalizados sobre a história da Segunda Guerra Mundial na Normandia, além de Paris e outros roteiros na França.

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