Ministério Público acusa Agnelo de cometer improbidade administrativa

21/12/2014 10h50m. Atualizado em 22/12/2014 08h53m

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O Ministério Público do Distrito Federal entrou com nove ações contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por improbidade administrativa, de acordo com o site G1.
A repórter Nathalia Passarinho descobriu que os processos são respostas a suposta prática de nepotismo — nomeação de pessoas com parentesco entre si para diversos cargos no governo do DF.
As denúncias aparecem em momento ruim para o governador. Desde que ficou claro que não teria condições de tentar a reeleição, Agnelo praticamente abandonou o governo da cidade.
Segundo o G1, as ações civis públicas foram impetradas no foro da Fazenda Pública da capital e pedem multa de mais de R$ 2,5 milhões.
Os processos mostram, de acordo com o site, que Agnelo nomeou uma tia e uma sobrinha para cargos de comissão na Secretaria de Cultura, dois irmãos para funções no Detran, mãe e filha para cargos comissionados na Secretaria de Administração Pública e na Administração Regional do Sudoeste.
Marido e mulher também caracterizariam casos de nepotismo em cargos do governo, apontaram promotores que assinam as ações.
São parentes entre si e não de familiares de Agnelo, explica este blog. A assessoria de imprensa do governador diz que ele ainda não foi notificado das ações.
Agora é esperar para ver se as ações têm consistência jurídica e se serão aceitas pelos juízes responsáveis. Com a palavra, a justiça.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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