Praticantes de atividades físicas ganham novo sensor para medir o oxigênio do sangue

17/12/2014 09h15m. Atualizado em 17/12/2014 17h12m

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A revista americana Nature Communications publicou as conclusões de uma pesquisa da Universidade de Berkeley, na California, na criação de um sensor eletrônico orgânico usado para medir os níveis de oxigênio no sangue para os praticantes de atividades físicas.

Atualmente, os sensores, também chamados de oxímetros de pulso, são feitos de silicone e possuem um material rígido, que dificulta a medição das taxas. Os aparelhos encontrados hoje no mercado podem ser fixados nos dedos ou no lóbulo da orelha.

Após os estudos, a equipe de Berkeley conseguiu criar um sensor fino e flexível, feito de carbono, material orgânico que pode ser colocado como um band-aid (foto acima) sem atrapalhar a atividade dos usuários do aparelho. Além disso, o novo produto faz uma leitura precisa do pulso e do nível de oxigênio.

Os oxímetros de pulso convencionais geralmente utilizam emissores para detectar luz vermelha e infravermelha por meio dos dedos ou da orelha. O papel do sensor é identificar a quantidade de luz que está sendo emitida e, assim, medir as taxas do sangue. A luz infravermelha, por exemplo, representa um sangue rico em oxigênio. Já os tons mais escuros revelam um sangue com pouco oxigênio.

À revista Nature Communicatios, a professora Ana Arias, chefe da equipe que desenvolveu o novo sensor orgânico, explicou que o grupo usou luz vermelha e verde para detectar os níveis de oxigênio no sangue dos esportistas. A mudança da cor em relação aos sensores anteriores mostrou diferenças consideráveis que melhoraram a medição e tornaram os índices mais exatos. “Os eletrônicos orgânicos são flexíveis, eles podem facilmente se adaptar ao corpo”, explicou Ana Arias.

A maior vantagem dos novos sensores é o custo de produção. Enquanto os antigos oxímetros são caros e logo precisam ser desinfetados pela contaminação que o corpo passa em contato com o aparelho, os novos sensores orgânicos são baratos e podem ser descartados logo após o uso, como um Band-Aid.

Em tempo: como ex-aluno de Berkeley, visiting scholar entre 2011 e 2012 (leia perfil abaixo), toda vez que vejo uma nova contribuição da universidade para a sociedade lembro o tanto que o campus é rico em criatividade. Integrada, a escola une estudantes de diversas áreas. Berkeley é um verdadeiro centro mundial de novas ideias. Não é por acaso que, na década de 1970, foi o berço da contra cultura.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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