Comissão da Verdade ouviu de Janot que crimes da ditadura ainda podem ser punidos

10/12/2014 21h05m. Atualizado em 13/12/2014 09h22m

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O senador Renan Calheiros deixou os integrantes da Comissão da Verdade esperando 50 minutos antes de atendê-los. O oposto ocorreu na Procuradoria-Geral da República, onde a CNV foi recebida em clima cordial e animador.
O coordenador Pedro Dallari e a comissionada Rosa Cardoso da Cunha foram recebidos por Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, pontualmente às 17 horas, assim que pisaram no Ministério Público Federal.
Uma testemunha do encontro relatou ao blog que, ao entregar o CD do relatório final, que contém 4.328 páginas, Dallari afirmou: “Nosso trabalho terminou. Agora começa o de vocês”.
A resposta de Janot, segundo essa testemunha, foi que o Ministério Público está totalmente comprometido com a questão de que o Brasil deve punir os crimes contra a humanidade. Isso leva a crer que Janot tentará punir aqueles que violaram os direitos humanos.
Segundo o blog apurou, o procurador-geral afirmou que irá fazer todo o esforço para isso. E ele não está falando por falar. Há dentro do MPF procuradores trabalhando exatamente com Justiça de Transição, que tem aberto caminhos para se julgar crimes cometidos por governos ditatoriais.
Há vários caminhos que podem levar sim à punição dos agentes de Estado que praticaram violações de direitos humanos. Dallari acha que um dos primeiros casos que podem vir a ser reabertos é o do caso Riocentro, que ocorreu depois da Lei da Anistia.
Durante o encontro, Janot levou Dallari e Rosa na reunião de procuradores de comunidade de língua portuguesa e pediu uma breve apresentação sobre o resultado do trabalho. Não estava previsto, mas Janot foi prontamente atendido.
O procurador disse ainda aos integrantes da Comissão que o Ministério Público Federal vai tentar reunir, em um acervo único, os dados das comissão estaduais, municipais, de mortos e desaparecidos políticos, da anistia, além da própria Comissão da Verdade.
Tudo isso para facilitar a atuação do MPF nos próximos anos. O MPF pode acabar sendo o guardião dos dados relacionados aos crimes da ditadura militar (1964-1985).

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Comissão da Verdade ouviu de Janot que crimes da ditadura ainda podem ser punidos"

  • Roosevelt Melo 10-12-2014 (11:53 pm)

    VOCÊS ESTÃO MEXENDO COM FORMIGAS DE FOGO SEUS CANALHAS, VOCÊS NÃO SABEM O QUE PODE ACONTECER COM VOCES, A FFAA ESTÁ MUITO QUIETA E ISSO NÃO É NADA BOM PARA VOCÊS, ESSE IDIOTA PROCURADOR ESTÁ LOUCO PARA SER PRESO PELAS FORÇAS ARMADAS ESTÃO BRINCANDO COM FOGO, E SO PAGAR PRA VER. QUEM VIVER VERÁ.

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