Febre do Nilo chega ao Brasil. Doença não tem tratamento

10/12/2014 09h18m. Atualizado em 11/12/2014 08h22m

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Um trabalhador rural do Piauí foi confirmado pelo Ministério da Saúde como o primeiro caso de febre do Nilo Ocidental no Brasil. Dor de cabeça, febre alta, rigidez de nuca, desorientação, coma, tremores, convulsão, fraqueza muscular e paralisia são os sintomas da doença. A febre do Nilo Ocidenteal é uma doença considerada “prima” da febre chicungunha, dengue e febre amarela. A doença é contraída após a picada pelo mosquito infectado, que tem o vírus armazenada a partir de aves contaminadas.
O homem diagnósticado como o primeiro portador brasileiro da febre estava em tratamento desde agosto pelo Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina. Ele recebeu alta nesta terça-feira (9) e deve passar por reabilitação e fisioterapia. A doença foi confirmada após a realização de dois exames sorológicos com reagente para o vírus do Nilo Ocidental-VNO (IH e ELISA).
Para o Ministério da Saúde, o caso é isolado, mas ainda não foi identificado quando e onde o trabalhador adquiriu a doença. O Ministério pediu cautela à população: a confirmação da doença não representa risco para saúde pública do país.
Para a febre do Nilo, não existe tratamento e nem vacina. Nos casos severos, a internação é obrigatória devido à necessidade de terapia intensiva, reposição intravenosa de líquidos, manejo das vias aéreas, prevenção de infecções secundárias, entre outros cuidados. O tratamento é apenas para os sintomas e não atinge o vírus.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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