Mais produtivas, experientes e educadas, mulheres deveriam ganhar mais que homens, diz OIT

08/12/2014 21h11m. Atualizado em 08/12/2014 21h11m

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A participação da mulher no mercado de trabalho tem crescido todos os anos, mas a diferença salarial em relação aos homens continua presente. De acordo com o relatório sobre salário global, divulgado no último dia 05, as mulheres deveriam ganhar 10,4% a mais que os homens no Brasil, considerando requisitos como produtividade, experiência e bom atendimento. O relatório foi divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas.

Atualmente, as mulheres brasileiras têm um salário 24,4% menor que o dos homens. Essa diferença mostra que a discriminação ainda é um fator determinante no bolso dos trabalhadores, segundo a vice-diretora-geral da OIT, Sandra Polaski. “Pode haver fatores diferentes em países diferentes, mas certamente a discriminação faz parte disso”, afirma Polaski.

O relatório sobre salário global mostra que os homens recebem salários maiores nos 38 países analisados. No topo das nações em que a diferença é maior, está os Estados Unidos, onde as mulheres ganham, em média, US$64,20 para cada US$100 recebidos pelos homens.

Um fato curioso é que, no Brasil, as mulheres pontuaram mais nos quesitos de experiência, educação e produtividade, mas continuam recebendo salários menores do que os homens. Com base nesses mesmos fatores, as trabalhadoras chinesas, por exemplo, deveriam ganhar praticamente o mesmo valor que os homens, no entanto elas recebem 22,9% a menos que eles.

Considerando a média ideal e a realidade, o Brasil e a Rússia são os países em que as mulheres estão mais distantes de receber o salário que realmente merecem. Enquanto aqui elas recebem 24,4% menos do que deveriam, na Rússia as trabalhadoras recebem 32,8% abaixo do ideal.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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