Galáxia sugadora deixa Universo mais pobre em estrelas

04/12/2014 21h53m. Atualizado em 05/12/2014 01h35m

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Astrônomos acabam de descobrir a explicação para o universo estar com uma quantidade bem menor de estrelas do que o previsto. Trata-se de um efeito produzido por umas galáxias denominadas “starbust”, que são capazes de formar estrelas com uma taxa de velocidade muito superior – cerca de cem vezes mais rápido – à das galáxias convencionais, como a nossa Via Láctea. Elas estariam “roubando” do universo os ingredientes necessários para formar as estrelas, deixando as galáxias mais lentas em prejuízo. A descoberta foi publicada na revista científica Nature.
Relativamente, há ainda um grande número de estrelas: 100000000000000000000 delas, ou 100 sextilhões, número considerado baixo pelos astrônomos que calculavam duas ou três vezes mais. Mas se as galáxias “starbust” continuarem consumindo os ingredientes cósmicos no mesmo ritmo, o universo vai esgotar suas reservas em apenas 10 milhões de anos, de acordo com o estudo.
“Sabemos há cerca de 10, 15 anos que não há tantas estrelas no Universo como esperávamos”, disse o professor James Geach, da Universidade de Hertfordshire da Inglaterra. A pesquisa foi realizada com o auxílio do telescópio espacial Hubble.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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