Doação oficial ao PT veio de propina é a manchete dos jornais nesta quinta-feira (4/12/14)

04/12/2014 08h13m. Atualizado em 05/12/2014 08h50m

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Nesta quinta-feira (4) nem teve discussão. As manchetes de todos os maiores jornais foram sobre a afirmação de que “propina virou doação oficial ao PT” — conforme registrou o Globo. Ou “Executivo diz ter pago propina em doações oficiais para o PT”, como afirmou a Folha de S.Paulo. O Estadão saiu assim: “Esquema da Petrobras incluía doação oficial ao PT, diz delator”. E no Correio Braziliense: “Até doação ao PT era propina”.
Não tinha como ser diferente. A informação do empresário Augusto Mendonça Neto é realmente… de estarrecer. O executivo da Toyo Setal, que negociou delação premiada, contou que parte da propina que a empresa pagou nas obras da refinaria da Petrobras no Paraná foi repassada ao PT em forma de doações oficiais de campanha: de 2008 a 2011. Chegaram a R$ 4 milhões.
Outra notícia dos jornais, na primeira página, é a alta dos juros decidida nesta quarta (3) pelo Banco Central. Foi meio ponto desta vez e elevou a Selic a 11,75%.
O Globo também conta que foram repassados mais R$ 30 bilhões ao BNDES e… feita nova manobra fiscal em MP editada ontem. O ministro indicado Joaquim Levy disse, em sua primeira entrevista, que não fará isso. Será a última antes do Joaquim?
O Valor Econômico explicou melhor essa manobra na sua manchete: “Superávit do Tesouro vai pagar despesa obrigatória”. Explica que é mais uma flexibilização das regras contábeis. O superávit financeiro do Tesouro será usada para cobrir despesas como a da Previdência, que ficou R$ 8 bilhões acima do último relatório. Não é que a despesa cresceu, é que ela estava subestimada e todo mundo avisou. Normalmente o superávit financeiro é usado para formar um colchão de liquidez, explica o Valor.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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