Em meio ao “Petrolão”, Brasil melhora em ranking que avalia corrupção

03/12/2014 13h53m. Atualizado em 04/12/2014 10h21m

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De acordo com o Índice de Percepção da Corrupção da ONG Transparência Internacional, divulgado nesta quarta-feira (3), o Brasil ficou em 69º lugar entre 175 países avaliados em 2014. Melhorou três posições em relação a 2013, quando o país tinha ficado em 72º lugar entre 177 países. O estranho é que foi em 2014 que o maior escândalo da economia veio a tona. Normalmente esse tipo de classificação é subjetivo e chega com algum atraso, mas desta vez a ideia de que o Brasil possa ter melhorado fica dissonante. Talvez seja mais o resultado da punição dos mensaleiros, do que o momento que o país vive agora com as novas denúncias na Petrobras.
O presidente da Transparência Internacional, José Ugaz, fez uma alerta ao dano que a corrupção pode causar às economias emergentes: “Quando líderes e altos funcionários abusam do poder para usar dinheiro público em benefício próprio, o crescimento econômico se estagna e os esforços por frear a corrupção se tornam frustrados. Os funcionários corruptos desviam ativos de origem duvidosa usando companhias offshore em paraísos fiscais com total impunidade”. Parece até que José Ugaz anda acompanhando os jornais brasileiros.
O Brasil divide a 69º colocação com Bulgária, Grécia, Itália, Romênia, Senegal e Suazilândia. O índice pontua em uma escala de 0 a 100, em que zero significa muito corrupto e 100 livre de corrupção. Em 2014, país alcançou nota 43, contra 44 em 2013. Nas Américas, o Brasil ficou em 12º lugar, e do Chile e do Uruguai, mas à frente da Argentina e da Venezuela.
A Dinamarca é o país com o menor índice de corrupção no setor público, segundo a Transparência Internacional, com nota 92. Em segundo lugar, está a Nova Zelândia, com 91. Em seguida estão a Finlândia, a Suécia, a Noruega e a Suíça. Em último lugar no ranking estão a Coreia do Norte e a Somália, ambos em 174º, com oito pontos.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Em meio ao "Petrolão", Brasil melhora em ranking que avalia corrupção"

  • Evanilto 04-12-2014 (3:35 pm)

    pena…estes indices são anteriores ao petrolão

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