Governo faz uso de emenda parlamentar para tentar aprovar meta fiscal é destaque nos jornais nesta terça (02/12/2014)

02/12/2014 07h32m. Atualizado em 02/12/2014 15h52m

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O Estado de S.Paulo e o Globo abrem o noticiário desta terça-feira (2) com a informação de que o governo está usando a liberação de verbas de emendas dos parlamentares, que somam R$ 444,7 milhões, para forçar a aprovação do projeto que flexibiliza a meta de superávit fiscal (ou miniávit como o blog passou a adotar desde segunda-feira (1), diante do fato de que não merece a palavra super). A Folha também trata do assunto na primeira página, mas não é a manchete.
O Estado conta também que o JBS, grande doador de campanha da presidente com ao todo R$ 69,2 milhões, é contra a indicação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Joesley Batista, o presidente da empresa teria ido nesta segunda ao Palácio do Planalto para dizer isso pessoalmente. Sua oposição não é pelo mesmo motivo que os ambientalistas se opõem, mas mostra que nem todo o agronegócio está com ela. O JBS foi grande doador de outras campanhas, e inclusive para deputados e senadores.
O Juiz Sérgio Moro, da operação Lava Jato, vai manter preso o empresário Sérgio Mendes porque há indícios de crimes também fora da Petrobras.
Com os dados que saíram do comércio exterior em novembro ficou claro que o país terá déficit comercial em 2014. O primeiro desde 2000. Quem disse foi o Ministério do Desenvolvimento e também está em destaque nos jornais.
A Folha abriu o noticiário dizendo que gasolina no Brasil está neste momento 24% mais cara do que o preço praticado no mercado internacional. Durante anos a Petrobras vendeu abaixo do preço, mas agora quando se fala em corrigir mais no país, o petróleo está despencando no mercado internacional.
O Globo dedicou a primeira página do seu caderno de economia falando desse fenômeno da queda do petróleo. Em 12 meses caiu mais de 30%.
O Valor Econômico informa que o Banco Central analisou as tarifas bancárias e vetou os bônus que os bancos estavam concedendo para uso do celular. Fica difícil entender o que leva o BC a se preocupar com o bônus, em vez de olhar os altos preços das tarifas bancarias. Nesta terça começa a reunião do Copom, a última do primeiro mandato de Dilma Rousseff e a primeira desde que foi escolhida a nova equipe. A reunião termina amanhã e há bancos prevendo alta de 0,5% e outros achando que será mais uma de 0,25%, segundo as informações publicadas nos jornais.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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