Henrique Alves, Eduardo Braga, Eunício e Eliseu Padilha disputam ministérios do PMDB, menos a Previdência

01/12/2014 13h52m. Atualizado em 01/12/2014 21h20m

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Muitos dos líderes do PMDB querem um lugarzinho no enorme Ministério, menos o maior dos abacaxis que é a Previdência. A presidente da República, Dilma Rousseff, confirmou a caciques do PMDB que as mudanças nos ministérios da “cota” do partido serão feitas no início de dezembro. Para atender ao aliado, Dilma terá que fazer mágica para contemplar as três principais facções da sigla: uma comandada pelo vice-presidente, Michel Temer, a segunda pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e a terceira pela bancada da Câmara dos Deputados.
Dilma Rousseff não pode deixar de atender Temer, afinal ele é vice-presidente, e quer emplacar Eliseu Padilha em alguma pasta de prestígio. Com os deputados, Dilma Rousseff pode tentar conseguir, com o trunfo do ministério, uma frente contra a candidatura de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, e pode indicar Henrique Alves (Foto).
Dilma Rousseff tem ainda que preservar no Congresso um de seus poucos aliados que consegue impor na pauta o que o governo precisa aprovar: o presidente do Senado, Renan Calheiros. Para isso, pode nomear os senadores Eduardo Braga (AM) ou Eunício Oliveira (CE) em alguma pasta. No setor de energia, as informações que circulam é que Braga irá para lá. Os empresários comemoram: qualquer coisa é melhor do que o ministro Edison Lobão que, na prática, nunca comandou a pasta, deixando-a à cargo de Márcio Zimmermman com quem o setor não tem diálogo.
O PMDB atualmente conta com o comando em cinco ministérios: Minas e Energia, Turismo, Agricultura, Aviação Civil e Previdência. Desses, é provável que Vinícius Lage e Moreira Franco continuem no Turismo e Aviação Civil. Os outros devem ser substituídos. O partido espera receber mais um ministério e aumentar sua cota de cinco para seis pastas.
Já está certa a substituição de Neri Geller por Kátia Abreu. A ideia inicial de Dilma era esperar Kátia Abreu ser reconduzida à presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) no dia 15 de dezembro, para então empossá-la ministra, mas com as recentes denúncias contra Neri Geller, a substituição pode acontecer mais rapidamente.
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, deve deixar o ministério. Era nesta vaga que Dilma Rousseff gostaria de emplacar o atual presidente da Câmara, Henrique Alves. Curiosamente iria ficar tudo em família, porque os dois são primos. Mas Henrique Alves não quer a Previdência. Nem ele, nem ninguém. A pasta é considerada um fardo pesado de se carregar, com os problemas que se acumulam nas aposentadorias. E é exatamente lá que terão que ser feitos alguns ajustes para cortar os gastos. Henrique Alves quer a Integração, mas o PMDB do Senado já avisou que, se “ganhar” essa pasta, a preferência é de Eunício Oliveira.
O PMDB do Senado quer ainda manter Minas Energia e gosta da ideia, já em discussão, de substituir Edison Lobão por Eduardo Braga.
Por enquanto, o partido espera que Dilma Rousseff formalize as indicações para ajudar na mudança da meta fiscal na Lei de Diretrizes Orçamentárias no Congresso. Já a presidente espera a mudança se realizar para contemplar o aliado. Esta quebra de abraço deve se estender pelas próximas duas semanas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Henrique Alves, Eduardo Braga, Eunício e Eliseu Padilha disputam ministérios do PMDB, menos a Previdência"

  • Izabel 03-12-2014 (4:12 am)

    Esse toma lá dá cá é a coisa mais ridícula que existe nesse governo corrupto. E o PMDB é o principal palhaço desse circo.

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