Reações à Lava Jato, ajuste fiscal e guarda compartilhada: destaque nos jornais neste domingo (30/11/2014)

30/11/2014 08h40m. Atualizado em 01/12/2014 07h40m

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O Estadão conta que Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, não volta mais ao cargo. Ele é afilhado político de Renan Calheiros e havia sido afastado por pressão da empresa que audita os balanços da Petrobras, Price-WaterhouseCoopers. Machado é suspeito, diz o jornal, de ter patrimônio incompatível com a renda e foi citado como beneficiário pelo ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa.
Segundo o jornal paulista, em notícia na lateral no alto da primeira página, foi o escândalo da Petrobras que fez a presidente Dilma se render ao pragmatismo e escolher um ministro da Fazenda, considerado por muitos da equipe do governo como “um mal necessário”. Pode-se imaginar a vida dura que terá Joaquim Levy. Em grande destaque na primeira neste domingo (30), com direito à principal foto, o assunto tratado aqui no blog: a guarda compartilhada de crianças após a separação dos pais. Um número que impressionada: hoje apenas 6,82% dos filhos de pais separados têm guarda compartilhada. O projeto que trata do assunto está para ser sancionado pela presidente Dilma.
No Globo a manchete mostra que o descontrole das contas públicas se espalha pelo país. Em 2010, em dez estados as despesas com funcionários tinha ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Hoje são 17 estados. Alguns já estão com problemas para pagar salários.
Outro destaque do Globo: a crise da Lava-Jato está aumentando a pressão para que o mercado interno seja aberto a empreiteiras estrangeiras que hoje não conseguem vir porque exige-se experiência no país e dificuldade em licenciar o trabalho do engenheiro que vem de fora.
Segundo a Folha, o “Aperto nas contas adia para 2017 o foco no crescimento”. Conta que a primeira metade do mandato será de juros altos e cortes de gastos, para criar as bases para voltar a crescer. O Brasil vai terminando 2014 com crescimento zero. Aécio Neves escreve artigo que começa na primeira página e cujo título já resume o que ele diz: “Hoje está claro que a presidente concorda comigo”. Ele diz que a presidente não participou do anúncio dos novos ministros porque “corria o risco de encontrar a candidata Dilma”.
Em todos os jornais, a eleição de hoje ocupa um pedaço da primeira com a afirmação de que é certa a vitória de Tabaré Vasquez, no Uruguai. Ele levou a esquerda ao poder em 2005, elegeu seu sucessor e agora deve voltar a governar o país vizinho. Outro tema é a decisão da Convenção do PT de suavizar o texto que estabelece o expulsão de envolvidos em corrupção. Agora, não será mais “imediata”.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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