Bolhas revelam qualidade do champagne, explica especialista

28/11/2014 07h58m. Atualizado em 10/12/2014 23h06m

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Com as comemorações do fim de ano se aproximando, o blog procurou um especialista em champagne para entender como fazer a escolha correta da bebida mais lembrada nesta época do ano. Filho da proprietária da vinícola Veuve Cheurlin, na região da Champagne-Ardenne na França, Pierre Pichoff ressalta que existem técnicas que podem revelar a qualidade do champagne, mas ponderou que nenhuma de suas dicas supera a experiência de cada um com o gosto, aroma e sensação que a bebida pode proporcionar.
Segundo Pierre, uma das formas de avaliar o bom champagne é observar o aspecto da bolha da bebida. “A bolha do vinho tem que ser a mais fina e resistente possível, tem que prestar atenção no desenho que forma essas centenas de bolhas, se ela desenhar uma espiral que casa com o diâmetro da taça é um bom vinho”, explicou.
O especialista ensinou que a cor do champanhe tem que ser dourada e brilhante: “trata-se de um critério importante já que um champanhe sem cor ou com uma cor meio apagada pode significar que o liquido está vencido”, ressaltou.
Para Pierre, o maior desafio de um produtor de champagne é conseguir deixar uma identidade na bebida, perceptível ao consumidor: “Esse é um poderoso mistério do bom champagne. As safras das uvas modificam o gosto da bebida, manter a identidade do vinho é o que faz, por exemplo, um Moet e Chandon ser reconhecido pelo consumidor, mesmo que as uvas de um ano tenham um sabor diferente das uvas de outro ano”.
Não basta somente saber escolher o champagne, é preciso também saber conservá-lo, alertou Pierre. “Uma vez que você escolheu e comprou seu champanhe, você tem que colocá-lo em lugar escuro, seco e que não ultrapasse 15 graus.”, disse. Champagnes oriundos de safras de ótima qualidade podem ser consumido, sem perder o sabor, em até 15 anos. Estas garrafas especiais recebem a nomenclatura de “milésimo”.
Pierre explicou que, por uma questão de direitos autorais, o nome “champagne” só pode ser usado para se referir ao vinho com gás que tem como ponto de criação a região da Champagne-Ardenne na França. O mesmo acontece com a nomenclatura “cava” que diz respeito a espumantes originados em região da Espanha. Já o termo “prosecco” refere-se ao nome da uva com a qual é feita o vinho. Espumante é o termo genérico para qualquer vinho com gás.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

1 Comentário para "Bolhas revelam qualidade do champagne, explica especialista"

  • Carlos Portásio 15-12-2014 (2:55 pm)

    Gostei muito do artigo. Fiquei com uma dúvida: a PROSSECO não passou a ser denominação de origem de uma região da Itália, como os CAVA e CHAMPAGNE ? A uva que faz o PROSSECO chama-se GLERA. Li um artigo destes há um tempo atrás, onde falavam que haviam conseguido autorização para que apenas os espumantes da região do Veneto que utilizassem uva GLERA poderiam receber a denominação de PROSECCO.
    Se puder me tirar esta dúvida, agradeço.
    Parabéns mais uma vez pelo artigo.

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