Pais precisam estar mais atentos à qualidade das cadeirinhas de crianças

26/11/2014 15h51m. Atualizado em 10/12/2014 23h07m

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Dez modelos de cadeirinhas de crianças para carros no Brasil não são consideradas as ideais, de acordo com avaliação realizada pela Fundação Gonzalo Rodrigues do Uruguai.

A análise, feita em laboratório credenciado nos EUA, mostra que os pais precisam estar atentos à qualidade desses equipamentos de segurança.

O resultado da pesquisa foi divulgada na última terça (25) pela Proteste – Associação de Consumidores. Para verificar a segurança, os modelos de cadeirinhas infantis foram submetidos a simulações de impacto frontal a 64 km/h e lateral, a 28 km/h, em veículo com estrutura semelhante à de um VW Golf.

Além disso, também foram analisados a segurança total do equipamento, instruções de uso, instalação e conversão de cadeirinha, colocação da criança e facilidade de uso. O critério do Global NCAP – que classifica os resultados em uma escala de zero a cinco estrelas – foi utilizado na avaliação da Proteste. Veja tabela abaixo.

Foram avaliados os seguintes modelos: o Touring SE 3030, da Burigotto, Casulo (Lenox), Coccon Infantil (Galzerano), Baby Style cadeira 700 e o 333 (Baby Style), Bebe Confort Axxis (Dorel Brasil), Xicco Xpace e Chicco Eletta (Artsana Brasil), Orion Master (Galzerano) e o Nania Cosmo SP Ferrari – importado da França pela Teamtex Brasil. Os melhor avaliados conquistaram três estrelas, quarto modelos ganharam duas e os outros três obtiveram apenas uma estrela.

Reprodução Internet

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O levantamento sofreu algumas críticas não só dos fabricantes como também do engenheiro mecânico e pesquisador de materiais que absorvem impacto, Antônio Celso Fonseca de Arruda. Ele argumentou que os testes foram realizados no EUA – que tem padrões de avaliação e legislação de segurança diferenciados em relação ao Brasil.

Nesse sentido, a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci reconheceu que os testes levaram em consideração a resistência aos impactos laterais, que ainda não são exigidos pela legislação brasileira, mais focada nos impactos frontais.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) afirmou que segue as melhores práticas internacionais de segurança e monitora, junto às autoridades estrangeiras, as propostas de evolução e segurança das cadeirinhas infantis, aprimorando sempre as regras de certificação do produto, de acordo com a realidade brasileira. O fato é: em relação a segurança dos filhos não se deve arriscar.

Para quem ainda tem dúvidas ou está começando a aventura no mundo infantil, o código de trânsito brasileiro diz que crianças com até um ano de idade devem usar o bebê conforto ou conversível. Já as de de um a quatro anos a cadeirinha infantil. Só as de cinco a sete anos e meio podem usar o assento de elevação. A partir dos sete anos e meio elas podem usar o cinto de segurança do veículo.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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