Brasil vai crescer metade dos EUA em 2015, prevê OCDE (Vídeo)

25/11/2014 19h51m. Atualizado em 27/11/2014 08h41m

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O Brasil vai crescer metade do ritmo de alta do PIB dos EUA, em 2015, de acordo com estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira (25).
Entidade que acompanha dados econômicos de muitos países, a OCDE apontou os indicadores em mapa interativo, que demonstra um crescimento em marcha lenta no mundo.
De acordo com o levantamento, o crescimento do PIB global está projetado para atingir uma taxa de 3,3%, em 2014, antes de acelerar para 3,7%, em 2015, e 3,9%, em 2016.
O ritmo é modesto em comparação com o período anterior a crise de 2008 e um pouco abaixo da média de longo prazo.
O relatório mostra as economias emergentes tendo diferentes desempenhos ao longo dos próximos anos. A desaceleração na China para taxas mais sustentáveis será assim: queda de crescimento de 7,3%, em 2014, 7,1%, em 2015, e 6,9%, em 2016.
Já o Brasil, que não crescerá em 2014, tem a previsão de crescimento de 1,5%, em 2015, e 2%, em 2016 (Veja abaixo).

OCDE-Mapa-interativo

Clique para ampliar

A zona do euro deverá crescer apenas 0,8%, em 2014, antes de ligeira aceleração para 1,1%, em 2015, e uma taxa de 1,7%, em 2016.
Entre as principais economias avançadas, o estudo mostra que os Estados Unidos estão ganhando força, com 2,2%, em 2014, e cerca de 3%, em 2015 e 2016.
No Japão, o relatório confirma a notícia ruim por aumento de impostos de consumo: crescimento de apenas 0,4%, em 2014, 0,8%, em 2015, e 1%, em 2016.
O blog já divulgou um outro estudo da OCDE mostrando que, apesar do crescimento em marcha lenta, estão melhorando os indicadores de emprego no mundo. Veja explicação da OCDE em inglês:

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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