Crustáceo pode desvendar vida alienígena, diz Nasa (Vídeo)

25/11/2014 10h32m. Atualizado em 10/12/2014 19h20m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Seu alimento são carboidratos produzidos por bactéria que vive em condições extremas de sobrevivência, parecidas com às identificadas em outros planetas. A nova espécie de camarão que brilha no escuro pode ser, segundo a Agência Espacial Americana (NASA), um caminho para descobertas da vida alienígena.
Os novos crustáceos, que vivem em bando e tiveram sua espécie chamada de Rimicaris hybisae, foram encontrados no mar caribenho – em águas com profundidade de 2.300 metros, cuja temperatura registra até 400 graus Celsius em um ambiente de escuridão total.
Mas é na água quente que o camarão brilhante vive. A parte da água extremamente quente, no entanto, é o local onde o alimento dessa nova espécie é formado. Na falta do luz do Sol, que normalmente fornece a energia para a existência de alimentos, temos a energia de substância químicas que saem de áreas vulcânicas (Imagem abaixo).

Reprodução-Youtube

Reprodução-Youtube

Cegos e com sensores de temperatura atrás de suas cabeças, esses seres podem ser a chave para muitas descobertas. Pois o fato de viverem na terra em condições extremas levam a crer que outras espécies podem sobreviver em outros planetas que apresentam condições semelhantes – como por exemplo na lua de Júpiter, chamada de Europa, que inclusive tem um oceano subterrâneo semelhante.
Pesquisador sênior do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia, Max Coleman, explicou em entrevista ao site da Agência que durante dois terços da história da Terra, a vida existiu apenas como vida microbiana. Segundo ele, “na [lua] a melhor chance para a vida seria microbiana”. Veja vídeo da Nasa abaixo:

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.