Recibo de propina e rombo externo são os destaques dos jornais desta terça 25/11/2014

25/11/2014 08h07m. Atualizado em 26/11/2014 20h15m

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A notícia de que a propina na Petrobras teve até recibo e notas fiscais é a manchete do Globo. A Galvão Engenharia apresentou à Polícia uma série de documentos que provam o pagamento de R$ 8,8 milhões à Diretoria de Serviços, ligada ao PT. E o repasse mais recente é de dois meses após o início da Operação Lava Jato. O Estado de S.Paulo destaca o ponto da entrega de dinheiro continuar. “Empreiteiro diz que pagou propina mesmo após o Lava Jato” e informa também sobre a ida dos procuradores à Justiça à Suíça para agilizar a devolução dos R$ 23 milhões de Paulo Roberto Costa. Outra notícia do Estadão é que a presidente Dilma vai reduzir a atuação do BNDES. O assunto foi tema de campanha, com os opositores defendendo essa medida, e ela negou que fosse toma-la. Mas, agora, fará. Uma notícia econômica em todas as primeiras páginas foi o rombo de R$ 8,1 Bi nas contas externas em outubro.
O Valor fica na questão econômica e informa, na manchete, que a nova regra criada pela Aneel reduz o preço da energia no mercado spot e está provocando processos judiciais. É mais uma frente de batalha entre o setor e o governo que se queixa há muito tempo de falta de diálogo.
O Valor também revela que um grupo minoritário da Eletrobras questiona a aprovação pelo Conselho de Administração da estatal um aporte de US$ 100 milhões na construção de uma hidrelétrica na Nicarágua pela Queiroz Galvão e a estatal. A Eletrobras teve prejuízo de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre.
Uma boa notícia do Valor é que o Brasil vai apresentar nova proposta na reunião do Clima, em Lima, que pode ajudar a superar um dos impasses: o Brasil aceita que emergentes e pobres tenham compromissos diferentes.
Já o destaque da Folha está também nas primeiras páginas dos outros: o irmão do ex-ministro das cidades Adarico Negromonte, último foragido da operação Lava Jato, apresentou-se ontem à Polícia Federal em Curitiba. Ele é apontado pela investigação por ter subordinado o doleiro Alberto Youssef.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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