Marina retoma a Rede e chama de “desastrosa” política ambiental de Dilma

24/11/2014 15h41m. Atualizado em 24/11/2014 20h06m

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A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva classificou como desastrosa a política ambiental do governo federal neste domingo (24). A declaração foi dada ao final da reunião da Rede que decidiu, como antecipado aqui no blog, por retomar o processo de criação do partido e fazer oposição ao governo Dilma.
Recentemente, os índices de desmatamento voltaram a subir, porque o governo Dilma jamais implementou a sério as política definidas por Marina, quando foi ministra do Meio Ambiente de Lula. As emissões de desmatamento cresceram em 2013, pela primeira vez desde 2004, quando Marina era ministra. As emissões de energia (eletricidade e transportes) e da agropecuária, nunca deixaram de subir, desde que começaram a ser medidas.
Os jornalistas queriam saber a opinião de Marina sobre a possível nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ligada ao agronegócio, mas a ex-ministra não fez críticas às pessoas escolhidas por Dilma Rousseff para a nova composição ministerial.
Marina Silva, que foi vítima de uma estratégia de mentira e de medo da campanha do PT, apontou as contradições de Dilma Rousseff na formação da nova equipe econômica. Dilma durante a campanha acusou Marina de ser “candidata dos bancos” pela sua amizade pessoal com a educadora Neca Setubal. Depois de eleita, procurou nos bancos os nomes para ministérios. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, recusou o convite da presidente Dilma e novo convite foi feito diretor-superintendente do Bradesco Asset Management, Joaquim Levy.
“Uma coisa foi o marketing selvagem praticado para ganhar a eleição outra coisa agora é o confronto com a realidade. O Joaquim Levy é uma pessoa competente. Ele foi responsável pelo superavit fiscal à época do governo do presidente Lula. A presidente Dilma criticou muito todas essas ideias durante sua campanha eleitoral”, afirmou Marina.
Marina Silva anunciou que fará uma “oposição independente” ao governo federal.
Terceira colocada na corrida presidencial, com mais de 20 milhões de votos, Marina afirmou que a Rede quer ter autonomia para ser oposição naquilo que considerar ruim para o país, e apoiar o que for bom.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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