EUA podem prender por Lava Jato, mais denúncias sobre Petrobras, e novos ministros são os temas dos jornais em 24/11/2014

24/11/2014 08h32m. Atualizado em 24/11/2014 12h02m

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Os investigados da Operação Lava Jato têm um problema a mais: o aumento do rigor das autoridades americanas em prender executivos de empresas estrangeiras que pratiquem atos de corrupção. O assunto está na manchete de O Globo desta segunda-feira (24) com declarações da procuradora geral assistente do Departamento de Justiça, Leslie Caldwell, informando que comprovada a corrupção executivos podem ser condenados à prisão nos Estados Unidos. O último foragido Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades, deve se entregar nesta segunda em Curitiba.
O Valor Econômico traz na manchete que o ajuste fiscal é a prioridade imediata de Joaquim Levy e Nelson Barbosa. Segundo o jornal, eles só serão anunciados na quinta-feira, mas o matutino informa algumas das medidas nas quais eles já estariam trabalhando. Segundo o Valor, a presidente Dilma vai substituir também Luciano Coutinho na presidência do BNDES.
O Estado de S.Paulo destaca que o TCU encontrou indícios de sobrepreço de R$ 1,1 bilhão em 20 obras de empreiteiras. O jornal analisou os relatórios do Tribunal em obras como ferrovias, rodovias, aeroportos e o canal de transposição do Rio São Francisco. Só na construção de ferrovia Norte-Sul e Leste-Oeste contratada pela Valec o valor a mais seria de R$ 475 milhões.
A Folha dedicou a manchete também ao caso da Petrobras informando que o presidente da divisão industrial da Galvão Engenharia, Erton Fonseca, teria dito que entregou R$ 5 milhões a um empresário – nome novo que surgiu no caso, Shinko Nakandari – que seria o operador de diretor de Serviços da Petrobras. Ele atuaria ao lado de Pedro Barusco, o ex-gerente da empresa que vai devolver quase US$ 100 milhões à União.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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