Dilma cogita tirar do PMDB e entregar Minas e Energia ao seu ex-chefe de gabinete

18/11/2014 09h33m. Atualizado em 18/11/2014 09h33m

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Nos próximos dias, a presidente da República, Dilma Rousseff, deve tirar o Ministério de Minas e Energia do comando de Edison Lobão, que volta para o Senado para cumprir mais quatro anos de mandato. Minas e Energia só perde para a Fazenda no quesito “ministério desgastado no governo Dilma”: é a ele que a Petrobras está vinculada. Esse é um Ministério conflagrado, porque além da grande crise da Petrobras, tem também um enorme trabalho a fazer reorganizando o setor elétrico que está endividado e com custos acumulados pelo efeito somado das mudanças feitas pelo governo, com a MP 579, que antecipou o fim de contratos, e pela seca.
Ex-ministra da pasta, Dilma sempre considerou o ministério como de sua “cota pessoal” e agora cogita nomear como ministro Giles Azevedo, seu ex-chefe de gabinete.
Dilma Rousseff aposta em Giles um de seus mais fiéis assessores, com quem convive e trabalha há mais de 20 anos. Giles é geólogo de profissão e já foi secretário de Minas e Metalurgia quando Dilma era ministra. De acordo com informações do jornal O Globo, Dilma Rousseff já conversou com Giles Azevedo sobre a possibilidade do servidor não voltar à chefia de gabinete, de onde estava afastado desde a campanha à reeleição, e deve incumbi-lo de novas funções da Esplanada. “Ela aceitou que Giles não volte para a chefia de gabinete, o que é um avanço, já que ela resistia muito a isso”, disse um auxiliar presidencial ao Globo.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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