A reunião do G20 acabou mais cedo para Putin

16/11/2014 08h29m. Atualizado em 10/12/2014 23h54m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Criticado pelos países europeus e pelos Estados Unidos por sua ação na Ucrânia,o presidente Vladimir Putin fez a desfeita: antes do comunicado final da reunião do G-20 na Austrália fechou as malas e foi embora. No contra-ataque, claro, ele criticou o governo de Kiev e teve conversas bilaterais com cinco líderes europeus, inclusive David Cameron da Inglaterra, que teria dito ao líder russo, segundo o jornal inglês The Guardian, que desestabilizar a Ucrânia é simplesmente “inaceitável”.
Em entrevista à televisão Alemã, Putin criticou as sanções econômicas impostas à Russia dizendo que as consequências podem afetar a Ucrânia e até a própria Europa. O comunicado final da reunião do G-20 propõe 800 medidas para estimular o crescimento do PIB Global em mais dois pontos percentuais até 2018. Os analistas consideram que a parte climática do comunicado foi apenas formal e que o tema foi deixado de lado em favor de um maior crescimento.
O jornal The New York Times destacou a entrevista do presidente Barack Obama. Nela, ele conta que disse a Vladimir Putin que as sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados continuarão. E disse também que a Russia continua violando o acordo de não invadir a Ucrânia.
Imperdível a coluna do mestre Clovis Rossi deste domingo (16) com o título “Dilma na clandestinidade”. Ele conta que o sistema de comunicação do governo brasileiro e do Itamaraty é tão fechado em Brisbane que ele consegue saber sobre as outras delegações, o que permanece secreto na delegação brasileira.Ele começa dizendo que lamenta informar que sabe mais sobre o que o secretário de estado John Kerry “andou fazendo na retoma Jordânia” do que sobre o que faz o chanceler brasileiro Luiz Alberto Figueiredo “instalado em um hotel-bunker a umas quadras do meu hotel em Brisbane”.
O texto mostra um velho problema que anda se agravando: os erros de comunicação do governo brasileiro. Clóvis é veterano em coberturas de eventos internacionais e sabe do que fala.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.