Sangramento em praça pública da Petrobras: aumenta medo de novas delações premiadas

14/11/2014 13h54m. Atualizado em 15/11/2014 11h56m

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Com a nova fase da Lava Jato deflagrada nesta sexta-feira (14), a operação se tornou a maior da história na economia brasileira.
A entrada de sete grandes empreiteiras na lista dos alvos de busca e apreensão e até a prisão de alguns dos seus altos quadros aumentou ainda mais a tensão na capital em relação a novas delações premiadas.
Como se não bastasse o sangramento em praça pública da Petrobras, o noticiário desta sexta sobre as empreiteiras pode confirmar os indícios encontrados na caderneta de Paulo Roberto Costa, que fez delação premiada já homologada na justiça.
Tido como extremamente organizado, a Polícia Federal suspeita que novos registros podem comprovar como funcionava o esquema de desvios milionários e lavagem de dinheiro, investigado mais profundamente desde março.
Além disso, depoimento do doleiro Alberto Yousseff citou nome de empresas e pessoas com quem tinha contato, geralmente executivos da primeira linha.
Empreiteiras como Camargo Corrêa, Odebrechet, UTC, Engevix, Mendes Júnior, entre outras envolvidas, estão sempre entre os maiores doadores de campanha do país.
As empresas são tão grandes que seus donos poderiam pensar que nunca seriam objeto de uma operação como a desta sexta. A nova fase da operação derrubou a bolsa de valores e o dólar voltou a subir fortemente, chegando a R$ 2,62.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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