Acordo Estados Unidos x China: o clima do mundo pode esperar?

13/11/2014 11h06m. Atualizado em 14/11/2014 09h16m

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O anúncio do acordo entre Estados Unidos e China para reduzir as emissões de gases de efeito estufa surpreendeu até quem acompanha o tema. Um especialista do The Atlantic disse que ficou off-line um pouco e quando voltou a ver notícias se surpreendeu com a novidade. Sites especializados estão dizendo que precisam estudar mais os detalhes, apesar de comemorarem a notícia de que os dois maiores poluidores do mundo estejam dispostos a aumentar o esforço para lutar contra as causas das mudanças do clima.
O governo americano quase dobrou a meta que havia assumido antes. Só tem um problema: o governo Barack Obama está no fim e ele perdeu o controle sobre o Congresso. Está se comprometendo com o futuro onde ele não terá poder. Há facções do Partido Republicano que negam a existência das mudanças climáticas.
O governo chinês disse que a partir de 2030 vai reduzir as emissões. Isso é bom, mas também leva à conclusão de que a China vai continuar aumentando por mais 15 anos as emissões. Será que o mundo aguenta? A boa notícia é que a China está aumentando rapidamente os investimentos em fontes de energia limpas como solar e eólica.
O fato de os dois gigantes da sujeira da atmosfera assumindo um acordo de redução das emissões dá um novo gás ao acordo global do clima que se espera que aconteça no fim do ano que vem em Paris, segundo dizem os especialistas em mudança climática. É um avanço sem dúvida, a pergunta é se o mundo pode esperar.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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