Vontade de investigar: apenas 4 senadores aparecem em reunião da CPI da Petrobras

12/11/2014 13h59m. Atualizado em 10/12/2014 23h34m

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Apenas quatro senadores apareceram na manhã desta quarta-feira (12) para a reunião da CPI exclusiva do Senado que investiga o esquema de corrupção da Petrobras. Para abrir a reunião, eram necessários ao menos sete
Sem a possibilidade de tomar qualquer decisão por falta de quórum, o relator, senador José Pimentel (PT-CE), limitou-se a informar que vai definir os próximos depoimentos em breve. De acordo com Pimentel, no plano de trabalho inicial da CPI, estavam previstas 50 convocações, e a comissão ouviu até agora somente seis pessoas. Além disso, existem 25 requisições de documentos para dar continuidade ao processo, decisivos para a elaboração do relatório.
O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), culpou a oposição pela impossibilidade de dar continuidade ao trabalho da CPI do Senado.
“A CPI do Senado tem dificuldades, pois só funciona com parte dos seus integrantes. A oposição boicotou, e eu respeito tal posição política, porém o quórum pequeno, visto que só com a base participa”, afirmou.
Existem duas CPIs em funcionamento no Congresso. Uma conta com a participação de senadores e deputados e outra só com senadores. A exclusiva do Senado é apelidada por oposicionaistas como “Comissão Governista” porque, segundo eles, não tem interesse de investigar os desvios na estatal.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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