Meta fiscal: Governo alega que não consegue prever 2014. Imagina o futuro?

12/11/2014 05h19m. Atualizado em 12/11/2014 09h49m

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Faltando 50 dias para o fim do ano, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que era “muito arriscado” cravar a meta fiscal para 2014.
Isso quer dizer que o Planejamento não consegue planejar nem o curtíssimo prazo. Todo ano, como se sabe, a meta do orçamento é preparado com grande antecedência, porque tem que ser apresentado num ano para ser executado no ano seguinte. Mas pelo visto quando mais perto do fim do período menos o governo consegue saber o que vai acontecer.
Se o presente, o governo não consegue prever, imagina o futuro.
O argumento que ela usou para essa radical imprevisibilidade da economia é a crise internacional.
O G-20 reunido está constatando um crescimento do mundo em torno de 3% com 3,5% no ano que vem.
Os Estados Unidos estão se recuperando, vão crescer 2,2% este ano e 3% no ano que vem, com queda do desemprego. A China reduzindo o crescimento, mas para 7,5%. O euro não vai acabar como se pensava quando realmente a crise era grave. Ninguém está esbanjando saúde, mas a situação está melhor do que anos atrás.
Nada está acontecendo que impeça o país de prever como vai terminar o ano, quase findo, de 2014.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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