Dilma no meio do fogo amigo

11/11/2014 18h06m. Atualizado em 12/11/2014 10h22m

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Foi o descontrole das contas públicas ou foi a falta de definição da equipe econômica. Ou tudo junto. Mas a presidente Dilma começou a ser criticada até por quem estava a seu lado. A ex-ministra da Cultura Marta Suplicy ao sair nesta terça-feira (11) do governo centrou fogo na politica econômica. Desejou em sua carta de demissão que a presidente escolha uma equipe econômica “independente, experiente e comprovada” que “resgate a confiança e a credibilidade ao seu governo”. Isso pode ser lido pelo inverso: a atual equipe não tem nenhuma dessas qualidades e se é preciso “resgatar”  a confiança e a credibilidade é porque ela não tem. Pouco se sabia da cultura econômica da ex-ministra, mas ela acertou em cheio. Outro tiro veio do ex-ministro Delfim Netto que deu apoio ao governo por muito tempo. Ele sugere em artigo publicado hoje que a “ordem fiscal” é a mãe de todas as ordens. E na verdade, a situação está mais para desordem fiscal. Do jeito que a coisa vai, a presidente não está precisando de adversários. Seus amigos querem fazer todo o trabalho.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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