Oposição nega ‘acordão’, governo esvazia e CPI da Petrobras não vota convocações

11/11/2014 18h59m. Atualizado em 12/11/2014 10h12m

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A oposição negou a existência de um ‘acordão’ para evitar a convocação de políticos na comissão de inquérito. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) alegou que o PT deturpou um acordo de procedimento que previa apenas a divisão dos próximos depoimentos em duas etapas: primeiro seriam ouvidos o ex-diretor da Área de Serviços da Petrobras Renato Duque e o presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado; e depois agentes políticos.

Carlos Sampaio culpou o relator, deputado Marco Maia (PT-RS), pela interpretação feita pela imprensa de que houve um ‘acordão’ entre governantes e oposicionistas ao evitar que autoridades fossem convocados pela CPI.

–  Não participo de estelionato proposto pelo relator, que colocou na mesma vala partidos que nada têm a ver. O PSDB pediu a instauração desta CPI; o PT quer afundá-la. O PSDB não trata como herói criminosos presos – afirmou.

Marco Maia não estava presente na reunião. Ele informou que ficará de repouso nos próximos dias por conta de um acidente de moto. A comissão mista deve ter prazo prorrogado até 22 de dezembro. A apresentação do relatório final por Marco Maia deve ocorrer dias antes.

Os parlamentares oposicionistas insistiram na votação de requerimentos pendentes de análise e acusaram os parlamentares da base de manobrarem para esvaziar a sessão.  O presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB) não colocou os requerimentos para a votação por falta de quórum. Treze integrantes da CPI assinaram presença e seriam necessários ao menos 17.

Com informações da Agência Senado

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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