Alckmin pede R$ 3,5 bi a Dilma para enfrentar falta d’água

10/11/2014 18h20m. Atualizado em 10/11/2014 18h20m

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“Não há risco de São Paulo ficar sem água”, afirmou confiante o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na saída de encontro com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (10).
Geraldo Alckmin disse que o estado vai precisar de R$ 3,5 bilhões para obras que, segundo ele, poderão resolver o problema da falta d’água em São Paulo em longo prazo.
“Nós propusemos oito novas obras ao governo federal. O valor dessas obras será de R$ 3,5 bilhões. O governo de São Paulo precisará do máximo que puder. Pode ser recurso a fundo perdido, do Orçamento Geral da União, ou pode ser financiamento, e nós temos uma boa capacidade de financiamento,” disse o governador.
As obras a que se referiu o governador de São Paulo são: a interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari; construção de dois reservatórios em Campinas; adução dos reservatórios; Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) Sul de São Paulo; EPAR Barueri; interligação do Jaguari com o Atibaia; interligação do Rio Grande com o Guarapiranga; e poços artesianos no Aquífero Guarani.
Também participaram da reunião entre Dilma e Alckmin, o diretor-presidente da Ana (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, e as ministras do Planejamento, Miriam Belchior, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Apesar dos episódios de chuva em diversos estados, os níveis dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo seguem em queda. Nesta segunda-feira (10), o Sistema Cantareira caiu 0,1 ponto percentual e registrou a marca 11,3%, segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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