Questão do Enem pode levar à conclusão que taxa de desemprego no Brasil para jovens é baixa

09/11/2014 16h30m. Atualizado em 10/11/2014 00h26m

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O desemprego de jovens atinge muitos países do mundo, mas o pior caso é o da Espanha. No Brasil, no entanto, a taxa está alta nessa faixa etária para um país que não viveu a crise que eles viveram. A taxa de desemprego do Brasil, na pesquisa da Pnad Continua, divulgada na semana passada, mostra a taxa geral em um patamar razoável de 6,8%. Já o índice de desocupação de jovens entre 18 a 24 anos é de 15,3%, altíssimo para o Brasil onde as empresas reclamam de falta de mão de obra. Todavia a prova do Enem aplicada ontem pelo Ministério da Educação, induz o estudante a acreditar que não temos esse problema, ao falar apenas do índice espanhol, na questão 4 da primeira prova aplicada neste sábado (8).

Questão 04

O jovem espanhol Daniel se sente perdido. Seu diploma de desenhista industrial e seu alto conhecimento de inglês devem ajudá-lo a tomar um rumo. Mas a taxa de desemprego, que supera 52% entre os que têm menos de 25 anos, o desnorteia. Ele está convencido de que seu futuro profissional não está na Espanha, como o de, pelo menos, 120 mil conterrâneos que emigraram nos últimos dois anos.
O irmão dele, que é engenheiro-agronômo, conseguiu emprego no Chile. Atualmente, Daniel participa de uma “oficina de procura de emprego” em países como Brasil, Alemanha e China. A oficina é oferecida por uma universidade espanhola.
A situação ilustra uma crise econômica que implica:
a) valorização do trabalho fabril.
b) expansão dos recursos tecnológicos.
c) exportação de mão de obra qualificada.
d) diversificação dos mercados produtivos.
e) intensificação dos intercâmbios estudantis.

No Brasil de fato não temos um problema de exportação de mão de obra qualificada como na Espanha, mas os jovens que estão procurando emprego e não encontram, e que vivem uma taxa de 15,3% de desemprego estudaram mais do que seus pais. Estão mais qualificados.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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