Sem médicos cubanos, Dilma tenta fazer as pazes com classe médica no “Mais Especialidades”

09/11/2014 10h24m. Atualizado em 10/11/2014 14h15m

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O programa “Mais Especialidades”, uma das principais promessas da candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, ainda está em processo de elaboração. Mas Dilma já deixou vazar à imprensa que não está prevista a contratação de médicos estrangeiros no novo programa.
A informação está publicada em nota na coluna do jornalista Ilimar Franco na edição deste domingo (9) no jornal O Globo.
No lançamento do “Mais Médicos”, Dilma Rousseff provocou a ira da classe médica ao permitir que médicos formados no exterior trabalhassem no país sem o Revalida (exame que comprova a capacitação profissional). As entidades médicas são contra a concessão de registros provisórios aos médicos pelo governo, o que antes era atribuição dos Conselhos Regionais de Medicina.
Mas ainda não está claro como esse programa poderá fazer a ponte com os médicos descontentes. A classe médica brasileira foi responsável por uma das mais importantes ofensivas pró-Aécio Neves na campanha presidencial.
A promessa de campanha “Mais Especialidades” prevê a criação de uma rede de unidades especializadas de pediatria, ginecologia e ortopedia e outras especialidades, com oferta de consultas, exames, tratamentos e reabilitação. 



Nota no Panorama Político – jornal O Globo
Reconstruindo pontes

O governo Dilma não quer repetir, no Mais Especialidades, os atritos com a categoria que teve quando criou o Mais Médicos. No esboço do programa, já em elaboração, não está prevista a contratação de profissionais estrangeiros.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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