Depois de trapalhada na CPI com ‘acordão’, oposição diz que vai investigar

09/11/2014 00h08m. Atualizado em 09/11/2014 11h02m

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Em busca de informações, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) disse que vai reunir com parlamentares do PSDB e do PPS para estudar os documentos recebidos pela CPI da Petrobras.

A oposição resolveu mostrar serviço depois que veio à público que senadores e deputados, governistas e de oposição, decidiram arquivar requerimentos de convocação de políticos, na última semana.

Pelo PSDB, foi o deputado Carlos Sampaio que representou o partido na reunião secreta da quarta-feira (5) que selou o “acordão”. No dia seguinte, Aécio Neves divulgou uma nota, em nome do PSDB, desautorizando a participação do partido no acordo.

Em entrevista à rádio Estadão, Aécio Neves afirmou que vai pedir a criação de uma nova CPI para investigar a Petrobras no próximo ano. Em 2015, a oposição deve contar com reforço no Senado com a chegada de José Serra, Tasso Jeireissati, Antonio Anastasia e Ronaldo Caiado. O funcionamento da CPI, que chegaria ao fim neste domingo (9), foi prorrogado até 22 de dezembro.

O deputado Izalci (PSDB-DF) disse à Agência Câmara que o PSDB pode apresentar um relatório paralelo das investigações da CPI. “Já sabemos que houve cartel, superfaturamentos, vários aditivos maiores do que os contratos originais, notas emitidas por empresas fantasmas e desvios”, disse Izalci. Ele afirmou que ainda falta saber, no entanto, para onde foi o dinheiro e quais autoridades foram beneficiadas.

A CPI não deve conseguir ter acesso ao conteúdo da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

CPI vai ouvir gerente de contratos da Petrobras
A CPI volta a se reunir na próxima terça-feira (11) para ouvir o gerente de Contratos da Petrobras, Edmar Diniz Figueiredo. Ele será questionado sobre a existência de pagamento de suborno a servidores da Petrobras para facilitar negócios com a SBM Offshore, empresa holandesa que fornece navios-plataformas.

Em junho, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que sindicância interna não encontrou qualquer evidência de pagamento de propina. Os contratos da SBM com a Petrobras somam US$ 27 bilhões.

Com informações da Agência Senado

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

4 Comentários para " Depois de trapalhada na CPI com 'acordão', oposição diz que vai investigar "

  • silvio tubarão 09-11-2014 (7:09 am)

    A preocupação do PT em eleger o Presidente era essa; somente com a reeleição é que eles do PT poderiam interferir na CPI da Petrobras e mudar os rumos das coisas para que a verdade não viesse a tona…digo; a roubalheira alheia. Cabe agora ao Partidos de oposição que tem mais da metade do Pais a seu favor nos representar e mandar essa corja do PT para a cadeia..

  • Edsonalves 09-11-2014 (8:22 am)

    Gostaria que todo pulitico do pt gue tever tive emvolvido com a corropicao tem gue ser pumido.gostaria gue o ministro guido matega nao mexesi com gue esta gueto

  • Joel Sales 09-11-2014 (8:54 am)

    Bom dia Matheus, o ouve ou não o acordo?

  • Carol Majewski 09-11-2014 (9:13 am)

    Somente após bom tempo e após investigações diversas e sérias sobre as maracutaias praticadas no âmbito da Petrobrás, é que poderemos dar o nome aos bois que delas participaram. Os vazamentos, em geral, visam desgastar os adversários políticos e não se importam em nada com a “verdade verdadeira” dos fatos e dos personagens responsáveis implicados nas roubalheiras.

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