Mudanças da Folha atingem dois mestres do jornalismo

07/11/2014 10h58m. Atualizado em 07/11/2014 14h16m

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Dois dos mais brilhantes jornalistas brasileiros foram desligados ontem da Folha de S.Paulo: Eliane Cantanhede e Fernando Rodrigues. A decisão do jornal deixou perplexa uma legião de fãs, entre leitores e colegas, dos dois jornalistas. Ambos estavam há muito tempo no matutino paulista e criaram, com seu trabalho, marcas reconhecidas como do jornalismo de extrema qualidade e independente. Fernando Rodrigues já foi presidente da Abraji e tem quatro prêmios Esso. Os dois são conhecidos por análises centradas, bem fundamentadas, e com a contundência necessária para a ocasião. São mestres do ofício. Particularmente eu convivi com os dois e sou testemunha de quanto, além da sua própria excelência no que fazem, foram generosos com os colegas mais jovens.
A Folha perde, e seus leitores também, mas eles continuarão oferecendo suas análises e bom jornalismo por diversos meios. Eliane é excelente comentarista de TV também, e tem espaço importante na Globonews. Fernando Rodrigues é um jornalista que há muito tempo migrou para as novas formas de entregar sua informação e sua análise, sempre acurada: o espaço digital. Em seu blog, ele informou que encerra os 27 anos de Folha, mas continuará no UOL e nos comentários matinais na Jovem Pan. Uma coisa é certa: seu espaço está garantido no jornalismo brasileiro. A grande vantagem do novo mundo da comunicação é ter multiplicado os canais de entrega do conteúdo de qualidade. Os leitores e os admiradores estarão sempre com os bons jornalistas como Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhede.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

3 Comentários para "Mudanças da Folha atingem dois mestres do jornalismo"

  • Lya Luft 07-11-2014 (1:00 pm)

    Sou amiga e ad miradora de Miriam e Eliane.tecei que queiram amordaçar tb as redes sociais segundo vocifera um senador petista.nacso com imprensa amordaçada nso eh soberana nemnintetessa ao governo.abraço lya luft

    • Francisco Lucena 20-11-2014 (12:03 pm)

      Como diziam os antigos: “não há bem que não dure, nem mau que não acabe”! Quem defende ao Estado Mínimo, também defende o máximo, só depende da conveniência ou da dos interesses. Acho que a empresa como todas as outras usou a máxima para atingir um determinado objetivo, que interessava, todavia, o momento mudou e os interesses também, Lógico. Mais que lógico.

  • Felipe Campbell 07-11-2014 (5:32 pm)

    Quando fala de Brasília, acho deploráveis as manifestações preconceituosas, debochadas e desinformadas do jornalista citado no texto.

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