Em artigo, Marina Silva diz que realidade desconstrói o marketing eleitoral

06/11/2014 19h54m. Atualizado em 07/11/2014 14h57m

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Em artigo postado no seu blog nesta quinta-feira (6), Marina Silva afirmou que a realidade está desmontando o cenário que a propaganda governista montou no país. Depois de citar os vários números que eram desmentidos na campanha e que agora estão sendo divulgados, Marina pergunta: “será que agora, sem escapatória diante da realidade, o governo e seus aliados vão encarar o debate que interditaram e mascararam com o marketing selvagem, desprovido de qualquer filtro ético, sustentado na mentira e na boataria, para ganhar a eleição?”
A ex-senadora, que conseguiu 22 milhões de votos no primeiro turno da corrida presidencial, faz uma lista dos órgãos do governo que ajudaram a esconder informações. O Ipea que adiou a divulgação da informação de que o número de miseráveis havia aumentado. A Receita que escondeu os dados da queda da arrecadação. “O jogo de esconde das estatísticas contou com o reforço da Casa Civil”, segundo a ex-senadora, por esconder informações sobre desempenho na educação. Ela registrou também os dados de aumento do desmatamento que, escondidos pelo governo, foram revelados pelo Imazon.
Marina acredita que esse jogo de esconde revela os defeitos da política brasileira. “Alertei nas duas campanhas presidenciais de que participei: o atraso na política continua sendo a maior ameaça para que o Brasil perca as conquistas sociais e econômicas que, a duras penas, alcançou nas últimas duas décadas”.
A ex-ministra do Meio Ambiente afirma que alguma coisa ao menos melhorou. “Passadas as eleições, diminui o tempo da propaganda eleitoral e aumenta a dose de realidade, que, por mais dura que seja, é melhor do que o mundo colorido do marketing que a subtraiu do debate eleitoral”.
Marina foi a candidata mais atacada durante a última campanha eleitoral brasileira, que entra para a história como a mais agressiva. Desqualificada de forma mentirosa pelo PT, Marina foi acusada, por exemplo, de pretender tirar a comida dos pratos dos brasileiros por defender a autonomia do Banco Central.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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