Peixe-leão se tornou praga no Atlântico como ratos nas grandes cidades

05/11/2014 12h58m. Atualizado em 05/11/2014 13h29m

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Reportagem do jornal The New York Times mostrou que o peixe-leão tem se tornado, ao longo dos anos, uma praga para o ecossistema do oceano Atlântico, comparado aos ratos nas grandes cidades.
Naturais dos oceanos Pacífico e Índico, o animal chegou ao Atlântico há três décadas. O jornal afirma que o peixe-leão transformou-se na espécie mais invasora do mundo, atingindo parte da costa leste da América do Norte, mas também da América do Sul.
Por se reproduzir facilmente e comer quase tudo que vê pela frente, o peixe-leão é particularmente nocivo as áreas dos frágeis recifes.
Segundo a publicação, a Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens da Flórida, nos EUA, proibiu a importação do peixe-leão, a criação da espécie, liberou a pesca e incentivou a culinária.
Ao jornal, os cientistas afirmam que eliminar parte da população já ajuda o ecossistema local a se recuperar.
Segundo a reportagem, uma fêmea pode pôr 2 milhões de ovos por ano e desovar a cada quatro dias. Predadores vorazes, eles são conhecidos por seus enormes espinhos dorsais e pela coloração listrada. Podem viver 15 anos e pesar 200 gramas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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