Oposição tem primeiro desafio: impedir que sucessor de José Jorge pare investigação de Pasadena no TCU

03/11/2014 08h47m. Atualizado em 03/11/2014 20h18m

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A oposição já tem uma grande oportunidade para demonstrar que não vai dar vida fácil ao governo, antes mesmo do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff começar e, portanto, da nova composição do Congresso Nacional tomar posse: impedir que o sucessor de José Jorge no Tribunal de Contas da União (TCU) dificulte a investigação sobre a Petrobras, no caso da compra da refinaria de Pasadena.
Relator do processo que pode gerar o maior desgaste político à presidente Dilma Rousseff, José Jorge completa 70 anos no próximo dia 18 e, por lei, terá de deixar a corte.
A investigação tenta jogar luz na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que gerou prejuízos de mais de U$ 500 milhões ao erário. À época, Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da estatal.
A imprensa já começou a bolsa de apostas. Reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” publicada nesta segunda-feira (3) coloca, entre os cotados, a ex-senadora e atual ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti (PT-SC) como a que mais agrada o Palácio do Planalto.
De fato, o nome de Ideli já circulou entre os postulantes a vagas abertas anteriormente. Composto por nove ministros, o TCU tem três indicados pela Câmara dos Deputados, três do Senado, cota que entraria Ideli, além das três do presidente da República.
Na cota do Senado, José Jorge veio da oposição em 2009, apesar de ser crítico ao governo Lula à época. O Estadão lembra que, pelo critério Constitucional, o seu substituto tem de ser indicado pelo Senado. Normalmente, os escolhidos são senadores, ex-senadores ou servidores apadrinhados.
Se Ideli for a indicada, ou outra pessoa ligado ao governo, a oposição perde munição. Outro cotado é o do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente de duas CPIs da Petrobras até o momento bem controladas pelo governo. A ver.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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