Novos sim, novatos não. Pros, Solidariedade e PSD passaram nos testes das urnas

03/11/2014 17h06m. Atualizado em 04/11/2014 19h38m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Na cobertura das eleições proporcionais de 2014, que resultaram na composição da Câmara dos Deputados, a maioria das análises computou perdas de cadeiras para o PSD, o Solidariedade (SD) e o PROS. Mas essas perdas não são tão reais.
Esses partidos disputaram eleições pela primeira vez em 2014. As bancadas que tinham na Legislatura que termina eram cooptadas, formadas por adesão a uma sigla em criação e não resultado do voto popular.
O PSD tinha 47 deputados da Legislatura velha, obtidos por aglutinação, agora elegeu 37 deputados, fez a 4a maior bancada. Ou seja, na sua estréia eleitoral, surgiu como partido médio suplantando siglas tradicionais como o DEM, o PPS, o PSB, O PTB.
O Solidariedade começou com 21 deputados “cooptados”. No seu primeiro teste nas urnas elegeu 15 deputados, surgindo como uma legenda pequena para média, com a 12a bancada em 28, superando siglas tradicionais como o PPS, o PCdoB e o PSOL.
O PROS, começou com 20 deputados, elegeu 11, fazendo a 14a bancada, em 28, uma legenda pequena, mas, maior que o PPS, o PSOL e o PCdoB.
O PSD conseguiu quase 6 milhões de votos, o Solidariedade chegou perto dos 2,5 milhões e o PROS quase alcançou 2 milhões. As analises estão incorretas. São partidos que começaram sua carreira eleitoral bem acima dos nanicos, mostrando relativa representatividade e que não podem ser desprezados, nem ter seu teste eleitoral diminuído, computando perdas que não foram nas urnas.
Muito diferente do PT, PMDB, DEM, PP, e PCdoB que perderam número significativo de cadeiras nas urnas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.