Planalto já trabalha com hipótese de manifestação em festa da posse presidencial

01/11/2014 11h16m. Atualizado em 02/11/2014 11h36m

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O cerimonial da presidência da República, que organizará a posse da presidente reeleita, Dilma Rousseff, já conta com a possibilidade concreta de manifestação durante a cerimônia.
A preocupação do comitê organizador da posse de Dilma é com possíveis ações de black blocks e depredação do patrimônio público, segundo informou um integrante da equipe ao blog.
Enquanto as manifestações populares são geralmente organizadas pelo Facebook e pelo Twitter, as reuniões para ações de violência são combinados por meio de aplicativos de conversas privadas, como o Whatsapp, e, por isso, muito mais difíceis de serem identificadas, previstas e evitadas.
A posse da presidente da República ocorrerá no Congresso Nacional às 15h do dia 1.o de janeiro de 2015. Os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Henrique Alves, aguardarão a presidente e o vice-presidente da República reeleitos, Dilma Rousseff e Michel Temer, na rampa do Congresso Nacional e os encaminharão para o plenário da Câmara dos Deputados, onde prestarão juramento de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem dos brasileiros.
O ambiente externo ao Congresso Nacional é favorável para a aglomeração de populares. Em frente ao parlamento, há um enorme espaço gramado, que já foi cenário das mais fortes manifestações da democracia brasileira, caso dos cara pintadas no impeachment do Fernando Collor, e as manifestações de junho de 2013 que abalaram o país.
Devido à disputa acirrada nas Eleições 2014 e a vitória por pouco mais de 3 milhões de votos, já é possível identificar nas redes sociais movimentos combinando as manifestações, como uma marcada para este sábado (1), às 14 horas na Esplanada dos Ministérios. Alguns, mais afoitos, tentam emplacar o coro “Fora, Dilma”.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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