Candidatos descem o nível e fazem agressões pessoais. Notícia antiga? Não! Estamos falando dos EUA

31/10/2014 10h26m. Atualizado em 10/12/2014 23h49m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Candidatos que descem ao nível mais baixo em uma eleição a ponto de investir golpes pessoais. A avaliação poderia ser sobre a eleição terminada no último domingo no Brasil, mas estamos falando das eleições legislativas nos Estados Unidos.

No próximo dia 4 de novembro, os americanos irão votar para mais de 400 cadeiras da câmara dos deputados, um terço do senado, além de eleger governadores para a maior parte dos Estados.

Assustados com o ebola, por exemplo, os eleitores estão atentos ao noticiário e os partidos — Republicano e Democrata — tem aproveitado para culpar um ao outro pelo problema.

Mas é o nível rasteiro dos ataques pessoais que tem chamado atenção. Em reportagem do jornal “O Globo” desta sexta-feira (31), o jornal mostra que os ataques variam desde para qual time de futebol americano torce o candidato até ao absurdo de explorar deficiências físicos do adversário, como acontece no Texas.

“Esta deve ser a eleição mais negativa da História. A proporção de anúncios negativos está muito alta”, explicou, ao jornal, o professor da Universidade de São Francisco Kenneth Goldstein, especialistas no uso da publicidade política nos EUA.

Entre os temas escolhidos para anúncios na televisão aparece até ataques relacionados ao terrorismo. Segundo um dos especialistas ouvidos na reportagem, a maioria dos ataques negativos farão qualquer coisa para tentar colocar o adversário como uma pessoa horrível, afirmando até que o adversário financia grupos extremistas acusados de atos de terrorismo contra o país.

No Brasil, a presidente reeleita Dilma Rousseff e o PT também fizeram, durante a campanha eleitoral, ataques negativos contra adversários. A petista chegou a apontar que, caso a terceira colocada Marina silva vencesse as eleições, um Banco Central fora de controle entregaria, de mão beijada, o poder aos banqueiros e tiraria, do dia para a noite, os pratos de comida dos brasileiros.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.