Mulher que cuidou de pacientes com Ebola desafia quarentena

30/10/2014 20h54m. Atualizado em 10/12/2014 23h49m

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A enfermeira americana Kaci Hickok, que tratou de pacientes com Ebola em Serra Leoa, rompeu o isolamento imposto pela quarentena e foi passear de bicicleta em sua cidade, em Fort Kent, no Maine, nos Estados Unidos.
O vírus do ebola fica incubado no organismo por até 21 dias — tempo da quarentena imposta pelas autoridades a quem teve contato com pacientes contaminados, como a enfermeira Kaci Hickok.
A polícia estadual não pode deter a enfermeira por falta de ordem judicial.
Hickok publicou um artigo em um jornal americano sobre sua experiência na África. A enfermeira disse temer que quarentena virasse preconceito contra os profissionais de saúde que trataram de doentes com Ebola. “Tenho medo de que, como eu, os profissionais de saúde sejam tratados com um frenesi de desorganização, medo e, o pior, a quarentena”, disse Kaci Hickok.
A Organização Mundia de Saúde (OMS) indicou em sua última contagem que o ebola já infectou mais de 10 mil pessoas.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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