Flamengo x Atlético-MG: sem a visão do Cristo, história se repete

30/10/2014 08h09m. Atualizado em 02/11/2014 18h49m

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Por Gabriela Moreira

O Maracanã diminuiu. Foi um terço nesta quarta-feira (30) do que foi em 80. E os jogadores não viram o Cristo. Mas o passado cisma em voltar. Foi assim quando Gabriel correu pela esquerda, driblou Marco Rocha, passou por Edcarlos e foi derrubado por Josué.

Franzino, nordestino, o novo anjo rubro-negro repetia sem querer, o Artilheiro das Grandes Decisões, Nunes, que há 34 anos fazia o terceiro gol do Flamengo em cima do Atlético Mineiro de Reinaldo, na histórica decisão do Brasileiro de 80.

Só que dessa vez, ele parou. E dividiu a glória com Chicão, afinal era dia do flamenguista. Foi do zagueiro o segundo gol do Flamengo em cima do Galo. Pênalti que quase parou nas mãos de Vitor, goleiro catador de pênaltis dos mineiros. O primeiro havia sido assinalado minutos antes pelo paraguaio Cáceres.

Visão do Cristo

Eterno ídolo Reinaldo. Na véspera, elogiou o novo Maracanã, estádio reformado pela grife da Copa do Mundo, que os mais saudosos apelidaram New Maracanan. Ele brilhou ali, mas expulso de campo na fatídica final, sentiu falta da visão que se tinha do Cristo Redentor, quando se olhava para o alto.

Convidado pela concessionária que administra o estádio atualmente, não se censurou em dar opinião.

“A gente olhava para o céu e via o Cristo”, lamentou na entrevista Reinaldo, ao falar do Maracanã pós reforma, quando uma nova cobertura sintética substituiu a antiga marquise do estádio, tirando a visão do monumento.

Bons tempos aqueles. De um Maraca que cabia 154 mil pessoas, marcam os registros oficiais.

“Tinham quase 200 mil. Naquela época, davam carteirada e entrava todo mundo”, palavras de Reinaldo em coletiva no gramado.

Nesta quarta foram pouco mais de 40 mil pessoas para ver a semifinal da Copa do Brasil. Nunes deu lugar a Gabriel, enquanto Tardelli tentou cumprir Reinaldo.

Ídolos eternos que marcaram a história. E que ainda tinham a humildade da reverência divina, sem nem sentir-se Deus.

Gabriela Moreira

Gabriela Moreira é repórter da ESPN e colaboradora do blog

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