Doleiro Youssef sai do hospital e volta para a carceragem da PF

29/10/2014 14h20m. Atualizado em 30/10/2014 08h12m

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O doleiro Alberto Youssef recebeu alta do hospital Santa Cruz em Curitiba (PR), na manhã desta quarta-feira (29), e foi levado para a carceragem da Polícia Federal (PF), onde segue preso. De acordo com boletim médico, Youssef deixou o hospital por volta de 8h30.

Alberto Youssef passou mal  na sexta-feira (24), antevéspera da eleição. Naquele dia, circulou capa da Veja segundo a qual o doleiro teria dito em delação premiada que a presidente da República, Dilma Roussef, e o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam do esquema de pagamento de propina a partidos políticos com dinheiro desviado da Petrobras.

No sábado (25), surgiu um boato nas redes sociais de que Alberto Youssef estaria morto, o que foi desmentido pelo Ministério da Justiça. Foi a terceira vez que o doleiro Alberto Youssef precisou de atendimento médico desde que foi preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal em março de 2014.

A revista Veja publicou o seguinte diálogo entre Alberto Youssef e a Polícia Federal:

— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

O doleiro Alberto Youssef é acusado de lavar dinheiro proveniente do superfaturamento de obras da Petrobras. Em 2003, o doleiro foi preso pela Polícia Federal em consequência das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado. Ele foi acusado de ser responsável por dezenas de contas fantasmas para enviar dinheiro de origem ilícita para fora do país.

O jornal O Estado de S.Paulo revelou na edição desta quarta (29) que Alberto Youssef teria feito pagamentos a agência de marketing Muranno Brasil em nome da Petrobras. A informação foi dada ao jornal pelo próprio dono da empresa, Ricardo Vilani, que explicou ter prestado serviços à Petrobras no exterior, num acordo sem assinatura de contrato. A Petrobras não confirmou contratos com a Muranno.

Alberto Youssef deve continuar a série de depoimentos em delação premiada, que ainda terá de passar pelo crivo da Justiça para ser validada.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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