E os políticos do mensalão? Estão (quase) todos soltos

28/10/2014 21h28m. Atualizado em 28/10/2014 21h58m

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Condenado no mensalão, o ex-ministro José Dirceu foi autorizado nesta terça-feira (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir em casa o restante de sua pena de 7 anos e 11 meses de prisão. Com a liberação de Dirceu, metade do chamado núcleo político do mensalão está solto.
No mesmo dia, a Justiça italiana negou a extradição e soltou do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, foragido desde novembro de 2013, condenado pelo mesmo escândalo.
José Dirceu estava preso desde o dia 15 de novembro de 2013. Descontados os benefícios por livros lidos, com apresentação de relatórios, e por dias trabalhados, Dirceu conseguiu voltar para casa antes de cumprir um ano ou um sexto da pena.
Responsável pela execução penal das penas do mensalão, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso (foto), acatou o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que autorizou a prisão domiciliar.
Além de Dirceu e Pizzolato, a justiça já liberou o benefício para o ex-presidente do PT José Genoino por motivos de saúde, o ex-tesoureiro do PL, atual PR, Jacinto Lamas, os ex-deputados Bispo Rodrigues (PR) e Pedro Henry (PP). José Borba, também ex-parlamentar, foi condenado ao regime aberto.
Outros cinco condenados do núcleo político ainda estão presos em outros regimes, como o semiaberto, caso do ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto e do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT). Todavia, até o início do ano que vem estarão soltos.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

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