Chocolate pode reverter perda de memória em idoso

28/10/2014 15h03m. Atualizado em 10/12/2014 19h32m

CompartilheShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on RedditShare on VK

Estudo elaborado pelo Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York, revela que uma dieta rica em cacau pode contribuir para retardar ou reverter a perda de memória relacionada com a idade.

É a primeira vez que uma pesquisa evidência que mudanças na alimentação podem combater distúrbios da memória associados à idade – caso considerado comum que leva, por exemplo, pessoas idosas a esquecer nomes de conhecidos ou o local onde deixaram as chaves.

Segundo os pesquisadores, os chamados flavonoides, que são os antioxidantes encontrados nos grãos de cacau, podem promover uma memória de 30 ou 40 anos de idade em pessoas com mais de 60 anos.

Pesquisa – O estudo envolveu um total de 37 voluntários, com idades entre 50 e 69 anos, que foram divididos em dois grupos, O primeiro foi submetido a doses diárias de bebida com alta concentração (900 mg) de flavanoides, enquanto o outro também tomou a bebida, mas contendo apenas 10 mg da substância por dia.

Após um período de três meses, o grupo que bebeu a dose mais alta apresentou sinais de memória mais rápido de padrões visuais. As varreduras do cérebro antes e depois do experimento mostraram um fluxo sanguíneo mais intenso na região chamada de giro denteado, uma das poucas conhecidas por gerar células cerebrais frescas.

Principal autor do estudo, Scott Small, afirmou que se um participante tinha a memória de uma pessoa de 60 anos no início do estudo, após três meses essa memória virou a de uma pessoa de 30 ou 40 anos de idade. O trabalho foi publicado no periódico on-line “Nature Neuroscience”.

No entanto, é importante esclarecer que a bebida consumida pelos voluntários foi especialmente desenvolvida a partir de grãos de cacau. Ou seja, não adianta achar que basta começar a devorar as barras de chocolate.

Matheus Leitão

Matheus Leitão é jornalista há 15 anos. Em sua carreira, passou pelas redações do Correio Braziliense, revista Época, portal iG e Folha de S.Paulo. Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho -- além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar.

    Comente

    O autor do blog não se responsabiliza pelo comentário.